! [panfleto] por um calh de luta e independente do petismo! - território livre

[panfleto] por um calh de luta e independente do petismo!

POSIÇÃO DO TERRITÓRIO LIVRE NAS ELEIÇÕES

Estamos em época de eleições para Centro Acadêmico na História, um momento oportuno para se levantar discussões centrais na vida dos estudantes. Com este objetivo, o Território Livre esteve presente nas duas reuniões iniciais que formaram a chapa Por Todos os Cantos. Queríamos perceber se, neste ano que se passou, a organização de base no curso avançou ou retrocedeu. Não podem haver rodeios ou abstrações, temos de ser francos e diretos: para não dizer que pioramos, estamos na mesma. Os ataques vêm de todos os lados e os estudantes ficam perdidos como cego em tiroteio.

Enquanto o país pega fogo com os escândalos de corrupção do PT e do Governo Temer, com a luta dos trabalhadores em defesa de seus empregos e salários, o marasmo da UFSC parece indicar que aqui está diferente, que a terceirização, o sucateamento, o cerceamento de espaço dos estudantes, os cortes de bolsas, a crise da moradia, tudo isso são fantasmas que assombram outras universidades, mas não a nossa. Mas sabemos que isso não é verdade… Ao identificar essa situação, propusemos de forma honesta uma mudança de rumo no funcionamento do CALH.

OS ESTUDANTES PRECISAM DE UMA FERRAMENTA CONTRA OS BUROCRATAS E O GOVERNO!

Para nós, um Centro Acadêmico deve ter como prioridade organizar a luta dos estudantes: é uma arma para resistir aos ataques que a diretoria, a reitoria e os governos aplicam contra nós. Para isso é essencial que preze pela organização autônoma e independente dos estudantes.

Ainda que a gestão do CALH tenha mantido as reuniões abertas, faltou trazer o conjunto dos estudantes para a entidade: na prática, as reuniões aconteciam esvaziadas e as discussões políticas pouco circulavam para além daquele espaço. Para tirar o movimento do marasmo, é preciso que haja um esforço contínuo da entidade para convocar a participação direta dos estudantes, que as reuniões tomem caráter de assembleia, e que ocorram onde nós estamos (como por exemplo o hall do CFH). Para manter viva a discussão política no curso, ela precisa se difundir, e para isso o CALH precisa de um jornal ao menos quinzenal responsável por divulgar as atas das reuniões, e que também ceda um espaço de discussão aberta que expresse as divergências existentes na base do curso.

Mais grave para a organização estudantil é o fato de estarem mais interessados em campanha eleitoral do que em levar às últimas consequências a luta contra a destruição da UFSC. Nas discussões sobre qual posição diante da conjuntura o CA deveria ter, nos deparamos com um discurso que se colocava em defesa do corrupto Lula e que enxergava como progressistas os governos petistas. Esquecem que o sucateamento das universidades públicas foi potencializado pelos governos petistas, quando enriqueceram os mercenários do ensino privado, girando grande parte dos recursos da educação para programas que no final endividaram milhares de estudantes até o pescoço. Não à toa, foi em 2015 sob o governo Dilma que as universidades federais viveram a maior greve de servidores e professores, contra os cortes na educação e o arrocho salarial. E quem esteve nas ruas em 2013 e depois em 2014 contra o absurdo da Copa do Mundo lembra muito bem das balas de borracha e bombas de gás, lançadas com o aval da lei antiterrorismo sancionada por Dilma — se enganar a base dos sindicatos e entidades estudantis pela conversa não era mais suficiente, onde pôde, ou ainda pode, o PT controla a revolta do povo na base da porrada.

LUTE CONOSCO!

O Território Livre é uma organização revolucionária de juventude, que reúne jovens que querem lutar contra o capitalismo e a exploração que assola a classe trabalhadora. Sendo assim, para nós, seria completamente incoerente compor a chapa Por Todos os Cantos, que permanece sob as asas do lulismo. Porque para o PT, a luta dos estudantes não importa: é só ver o papel que cumpre e cumpriu ao longo de sua história, controlando as entidades dos trabalhadores e estudantes para, no fim, trair o movimento e eleger um ou outro parlamentar que vive às custas de nosso suor.

Nós convidamos os estudantes à luta por uma outra política, construída pela maioria, que seja radicalmente diferente de tudo o que já existiu nesse país. O programa da chapa Por Todos os Cantos não só não contribui para esse caminho, como o dificulta ainda mais, ao estimular ilusões em traidores e corruptos declarados.


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