! é o seguinte - Território Livre

é o seguinte

Dois mil e dezessete: ano de embates, ano de relembrar.

Temer vem preparando desde 2016 o terreno para aprovação da reforma da previdência, para nos fazer trabalhar até morrer. Para a burguesia, isso não é suficiente. Ela também quer a reforma trabalhista, que rebaixa condições e estabilidade de emprego e precariza salários. Ao mesmo tempo, o desemprego cresce e os governos e patrões não podem nem querem dar uma resposta ao problema.

A crise política por enquanto joga a nosso favor. Temer e seus cupinchas estão afundados até o pescoço na lama da corrupção burguesa, que envolve PT, PMDB, PSDB, a Odebrecht e todo o lixo da política e do empresariado do Brasil, e isso dificulta a aprovação das reformas. Mas ao fundo, a figura de Lula como salvador da pátria em 2018 aparece como carta da estabilidade burguesa. A isso, só a luta da juventude e dos trabalhadores pode fazer frente. Hoje, os lutadores ainda perdidos, ainda tateantes, recebem de 100 anos atrás a memória das maiores lutas que a classe já travou.

Há cem anos, as massas proletárias e semi-proletárias russas, com o operariado à sua frente, se levantavam contra a fome, a exploração e a guerra que dizimavam a classe trabalhadora, e davam o impulso à luta que colocaria nas mãos dos trabalhadores o seu próprio destino.

A Revolução Russa foi o momento em que pela primeira vez os trabalhadores, através de seus organismos de poder independente, tomaram e mantiveram o poder de forma consistente, e que por isso continua a ecoar seus ensinamentos para a nossa luta em todo o mundo.

Como não poderia deixar de ser, o jornal do Território Livre rende suas homenagens a esse processo que culminaria em outubro de 1917, e apresenta nessa edição um dos momentos chaves daquele ano, a Revolução de Fevereiro. Ao longo do ano, nossas edições apresentarão, dessa forma, momentos chave de 1917, e publicaremos textos que ajudem a compreender melhor a importância desses episódios. O que levou à revolução? O que eram os soviets? Quem foram os bolcheviques?

À luta, que o futuro nos pertence, camaradas!