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balanço da nossa luta até este momento

Panfleto entregue no ato do dia 20.06 em SP

A nossa luta não acabou, mas já nos permite tirar algumas conclusões que nos permitem organizar as ações futuras:

Enquanto Haddad e Alckmin recuaram, e isso é um trunfo nosso, os grandes empresários e a máfia do transporte não saíram prejudicados. Pelo contrário, quem pagará a conta será a classe trabalhadora, porque a redução da tarifa vai ser subsidiada com recursos de algum outro serviço público, como a saúde ou a educação, ou via aumento dos impostos. O lucro dos capitalistas se manterá intacto, o que revela que a nossa luta precisa continuar e se ampliar.

O problema foi aparentemente contornado pelo Estado, porém não foi resolvido. A sua raiz se mantém: a inflação crescente, o descontrole da economia, o desemprego, a falta de perspectiva para a juventude, a repressão policial nas escolas, universidades e periferias. Ou seja, o país continua uma bomba-relógio.

Neste momento, é urgente a aliança entre a juventude e a classe operária, dialogar e ampliar experiências com ela, como foi feito em 1968 na França e em 1977 no Brasil; fazer a nossa parte para que entrem em cena, fortalecendo uma luta unificada. Só nela teremos um aliado realmente forte para combater o caráter pequeno-burguês, nacionalista e pacifista que assumiram os últimos atos, clarificar a pauta da luta e conseguir vitórias reais.

Se é verdade que o discurso apartidário tem lastro numa falência da maioria dos partidos de esquerda, é verdade também que esse discurso está sendo disseminado por setores organizados (e partidos) de direita ou reacionários. Não devemos em momento algum estimular esse tipo de discurso! Nossa contraposição maior a este desvio da luta está na ação direta! A violência da juventude trabalhadora é legítima, pois é na verdade o retorno da violência que o Estado e os capitalistas nos impõem todos os dias. Essa violência sempre colocou perspectivas de avanço e marcou pontos de virada no crescimento do nosso movimento, bem como foi determinante, na terça-feira, para Haddad e Alckmin recuarem final¬mente. Assim, se não devemos realizar ações isoladas, também não devemos fazer coro com aqueles que condenam as ações radicalizadas.

Defender nossos presos! Como dissemos, não se trata de uma violência gratuita, mas uma resposta concreta à violência cotidiana a que estamos sub¬metidos. As vitórias parciais não devem fazer com que esqueçamos companheiros de luta! A nossa luta também é contra a repressão, contra as prisões! Libertem nossos presos!

A LUTA CONTINUA!

Lute com o TERRITÓRIO LIVRE na sua escola ou universidade. Próxima reunião: 25.06 (3f), 18h no espaço verde da Ciências Sociais-USP