! [panfleto] 4.00 não! - Território Livre

[panfleto] 4.00 não!

EM DEFESA DAS CONDIÇÕES DE VIDA

Na ponta do lápis, cada centavo a mais na condução se junta com o aumento do aluguel, com a alimentação cada vez mais cara, com a conta de luz, etc. Só o nosso salário não aumenta e mal chega no fim do mês.
Devemos ter clareza: lutar contra o aumento do preço de cada mercadoria (como o aumento das passagens) é, em certo sentido, irracional e não resolve o problema da inflação que, apesar dos baixos índices atuais, corroeu muito nosso salário nos últimos anos. O que faz sentido é
lutar por salário, em defesa das nossas condições de vida, para que o preço da nossa própria mercadoria — a nossa força de trabalho — aumente. É muito mais fácil e racional controlar o valor de uma só mercadoria — nossa força de trabalho — que o de todas as outras inúmeras
mercadorias.
Se não bastasse nosso salário cada vez mais corroído, os índices de desemprego ainda são assombrosos e, caso esteja empregado, já entrou em vigor a nova lei trabalhista, que facilita as demissões e retira dos trabalhadores diversos direitos conquistados. Precisamos defender nossos empregos!

UNIDADE CONTRA TODOS OS ATAQUES!

A juventude pode lutar de verdade, numa perspectiva revolucionária: não apenas em atos de rua, mas em aliança com os trabalhadores em seus locais de trabalho, em defesa dos nossos salários e empregos! Somente a partir das greves e ocupações poderemos emparedar os governos e lutar de verdade contra o capital!
Lutar contra o aumento geral do custo de vida é não aceitar que a nossa vida fique cada vez pior com inflação, desemprego e exploração. Essa luta pode nos ajudar a articular um movimento ainda maior(com ampla unidade entre todos os lutadores e organizações políticas) para barrar a reforma previdenciária e revogar a reforma trabalhista que torna os empregos que restam ainda mais precários! Erguer um movimento de unidade contra as reformas de Temer é tarefa essencial da esquerda na atual conjuntura para colocar a classe trabalhadora em ação.
Cada vez mais é preciso que os trabalhadores confiem somente nas suas próprias forças pra lutar contra a crise em defesa das nossas condições de vida!
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