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[panfleto] 3,80 não!

LUTA NA ENCRUZILHADA

Pouco após completar duas semanas, a luta contra o aumento da tarifa chega a um momento crítico. Parte da juventude segue firme nas ruas e tem consciência de que é preciso radicalizar o movimento, mas a repressão brutal da PM, legitimada por Alckmin e Haddad, visa isolar os atos e nos deixa num impasse: até onde é possível levarmos o movimento?

Uma das principais táticas impulsionadas desde o começo da luta, além dos atos centrais, são os trancamentos de ruas, propostos pelo MPL e geralmente realizados por pequenos grupos, para chamar atenção para a pauta. Pensamos que os trancamentos atuais são aquém do necessário para vencer, dado seu caráter isolado (eles nem mesmo nascem de uma articulação dos grupos políticos da luta).

Já no primeiro ato, apontamos o que achamos necessário para que o movimento seja vitorioso: a abertura à participação popular, através de uma articulação sólida entre os lutadores que estão na rua, e a aliança com a classe trabalhadora.

Devemos ser realistas: não basta “radicalizar” na forma das ações. É preciso que a juventude se abra seriamente para uma política de classe, com a classe trabalhadora. Se não criarmos já as condições reais para uma aliança política com a classe trabalhadora, não teremos chance alguma amanhã na luta contra o capital.

LEVAR A LUTA ATÉ O SEU LIMITE

Barrar o aumento poderia nos dar condições para desencadear outros, maiores e mais importantes combates da classe trabalhadora. Junho de 2013 gerou o maior número de greves de que se tem registro (apesar da vontade contrária de muitos sindicatos). Mas temos de ter clareza: isso não resolve o problema da inflação, pois é uma forma ainda irracional de luta. Não basta barrar o aumento dos transportes se o preço do feijão sobe 20%, se o aluguel sobe 17%, se a energia sobe 11%, etc.

Para a classe trabalhadora não faz sentido lutar todo ano contra o aumento de cada mercadoria do mercado. O que faz sentido é lutar para que a sua própria mercadoria — a sua força de trabalho, seu salário — aumente. É muito mais fácil e racional controlar o valor de uma só mercadoria — sua força de trabalho — do que o de todas as outras mercadorias do mercado.

Por tudo isso, nosso apoio a essa pauta de lutar apenas contra o aumento da tarifa é um apoio crítico. Isso não significa, de forma alguma, diminuir nossas energias na luta. Pelo contrário: seguiremos com todas as forças para que o movimento seja vitorioso, acumule experiências e chegue a seu limite.

Mas tendo consciência dessas limitações é que o TL ajuda a construir um jornal operário, em fábricas da Grande São Paulo, que dá voz aos trabalhadores na luta cotidiana contra a exploração e em defesa das suas condições de vida. A luta contra a inflação e a carestia são mais complexas e profundas do que parecem, e só podem ser resolvidas por um amplo movimento dos trabalhadores como classe. Para este, a condição é um sério e cotidiano trabalho de base entre os trabalhadores, atacando a raiz do problema.

Convidamos todos os jovens lutadores a apoiarem esta perspectiva e a ajudarem a construir a Aliança Operário-Estudantil!

REUNIÃO ABERTA DO TL
6F 29.1 18H30
PÇA ROOSEVELT

27.01.2016


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