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sobre a unificação no 15m com o comitê popular da copa

Entramos na reta final da luta contra a Copa do Mundo. Agora é a hora decisiva e os lutadores precisam mostrar a que vieram. Radicalizar neste momento é a única forma de conquistar reivindicações.

Uma correlação de forças favorável à radicalização exige a unidade dos lutadores, e por isso o 15M, ato unificado com o Comitê Popular da Copa, é muito importante. Mas a unidade não deve apagar o passado. É preciso reconhecer que se a cidade de São Paulo tem hoje condições favoráveis à radicalização é porque nela alguns companheiros — ainda que isolados — foram às ruas seguidamente. Isso é mérito da frente “Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa”.

Não desmerecemos os debates, reuniões e atividades realizados pelos companheiros do Comitê Popular da Copa, mas, cientes de que “só falar não vai adiantar”, fizemos 6 atos em 4 meses, sob conjuntura adversa e forte repressão policial. Isso foi determinante para manter quente a conjuntura na capital paulista. Hoje, além de São Paulo, infelizmente, é possível que nenhuma outra cidade faça ato de rua realmente relevante no “dia internacional de luta contra a Copa”. Estavam certos os que apostaram em ir às ruas meses atrás, mesmo sabendo do caminho longo e penoso.

Agora alertamos: se não estamos brincando de lutar contra a Copa, se nossas palavras não são palavras ao vento, se queremos realmente conquistar algo, precisamos seguir na luta após o dia 15 e radicalizar. Os quase 30 dias que separam o 15M da abertura do Mundial devem ter esse tom.

Estendemos a mão aos companheiros do Comitê Popular da Copa, visando unificar os atos e fortalecer a luta. Desde já os chamamos a repetir o gesto e a seguir conosco nas ruas após o 15M. A luta unificada é a chave para a vitória.