! haddad, novamente poste de lula - território livre

haddad, novamente poste de lula

Fernando Haddad, após longos meses de espera e indefinição, negativas enfáticas de ser um plano B e desmentidos sobre esse desfecho óbvio, finalmente se tornou o candidato à presidência da República pelo PT – ou, melhor dizendo, o candidato à presidência da República do Lula, para servir de marionete de Lula, sem função própria alguma que não a de ser substituto do presidiário, na impossibilidade deste se candidatar.

Diretamente da cadeia, Lula designou seu “poste” pela segunda vez para se candidatar a cargo eletivo e manda em todos os seus movimentos. Na primeira vez que fez isso, ele até emplacou Haddad como prefeito de São Paulo, mas este terminou seu mandato de maneira melancólica, com rejeição recorde entre os paulistanos, fracassando em se reeleger e conseguindo a façanha de perder no primeiro turno para o ridículo João Dória, hoje candidato a governador.

Aliás, esse destino miserável parece comum aos “postes” que Lula indica para substitui-lo, bastando lembrar do desastroso governo Dilma Rousseff – coisa que os petistas não gostam muito de fazer, pois isso significa lembrar sua responsabilidade por 13 milhões de desempregados, pelo petrolão e pelo governo Temer, com sua popularidade abaixo da linha de erro e suas nefastas reformas. É exatamente essa espécie de governo que o Brasil pode esperar na eventualidade do PT voltar ao poder: o do desemprego, da miséria e do arrocho, e não os supostos “anos dourados” do governo Lula. O suposto crescimento e melhora das condições de vida da era Lula é que preparou o desastre do governo Dilma-Temer, pois é assim que funciona no capitalismo: melhoras muito pontuais são seguidas de crises que as levam embora e pioram as condições gerais de vida dos trabalhadores. É para fingir que as coisas não se passam assim que os petistas simplesmente escondem a existência do governo Dilma e prometem mundos e fundos para a população trabalhadora, com uma mentira atrás da outra, no que são especialistas. Chantageiam a todos dizendo que, se a população não votar no PT, se seguirá a catástrofe.

Todos nós vimos como esse filme terminou depois de 2014: o PT eleito foi a verdadeira catástrofe. Mas essa eleição tem uma particularidade, que torna os petistas particularmente assanhados no seu empenho de se colocarem como a única opção possível contra o que eles pintam como o fim do mundo: a ascensão em primeiro lugar nas pesquisas de Jair Bolsonaro, deputado da extrema-direita, defensor da corrupta ditadura militar e de medidas contrárias aos interesses dos trabalhadores – seu vice, General Mourão, recentemente criticou a existência do 13º salário, e o próprio Bolsonaro declarou, na sua entrevista ao Jornal Nacional, que o trabalhador teria que escolher entre ter todos os direitos e o desemprego, ou menos direitos e ter emprego.

O PT tenta pintar a figura nefasta de Jair Bolsonaro como a própria encarnação da “barbárie”, enquanto ele próprio e seu candidato “moderno”, professor da USP, que anda de bicicleta e toca guitarra, seria representante da “civilização”. Mas cabe perguntar: “moderno”? Quem é que, nessa própria campanha, se alia a figuras do quilate de um Renan Calheiros e outros coronéis, barganhando apoios políticos de tantos corruptos quanto possível, mesmo dos assim chamados “golpistas”? “Civilização”? Ora, e quem é que defende, ainda hoje, os governos burgueses, autoritários e repressores (que se dizem “de esquerda”) da Venezuela e da Nicarágua senão o PT?

Isso é por um motivo bastante simples: esses são modelos do projeto autoritário que o PT quer implementar no Brasil, um projeto tão autoritário quanto o de Bolsonaro. Basta lembrar o que os próprios petistas dizem, que “Haddad é Lula” – e alguém acredita que, com Haddad eleito, Lula tarda a sair da cadeia? Alguém esqueceu de todas as ameaças contra membros do Ministério Público, da imprensa, da oposição que esse senhor proferiu antes de ser preso, e acha que elas não vão ser realizadas? Não devemos considerar esses ataques meras bravatas: a vingança do PT, quando vier, virá pesada contra todos que a ele contestarem. Não devemos, sobretudo, esquecer de tudo o que o PT já fez nesse sentido quando estava no governo federal: só no governo Dilma, podemos mencionar a repressão às greves operárias em Belo Monte e Jirau usando a Força Nacional, a invasão da favela da Maré do Rio de Janeiro pelo Exército, o uso da Força Nacional e do Exército na repressão de protestos populares em 2013 e 2014, a assinatura da lei anti-terrorismo, por Dilma, no último dia do seu mandato, e um longo etc.

Nesse sentido, um cenário de segundo turno entre Haddad e Bolsonaro é o pior dos pesadelos possíveis que pode acontecer para a classe trabalhadora. É preciso combater essas duas candidaturas nefastas com toda a força! Vote em qualquer um menos neles! Nós votaremos em Vera Lúcia, do PSTU, 16, como forma de expressar a revolta contra todo esse sistema corrupto, e Rafael Padial, 1617, para deputado federal!

HADDAD E BOLSONARO NÃO!