! UNIFICAR E RESISTIR! - Território Livre

UNIFICAR E RESISTIR!

A nossa greve chega em um momento crítico. Para a maioria dos estudantes, ela já parece caminhar para o fim. O movimento se encontra hoje desorganizado, sem direção, dividido e cada vez mais reprimido. Se continuarmos caminhando nesta mesma direção, a derrota será certa. É o momento de reorientarmos nossas forças para o que é central e nos unirmos aos trabalhadores.

Cursos que tradicionalmente não são mobilizados se levantaram, com greves, piquetes e ocupações, exatamente por sentirem na pele os ataques da reitoria: falta de funcionários, degradação das condições de estudo, ameaça de desvinculação do HU, etc. Entretanto, os diversos cursos que se levantaram não se articularam em uma mesma luta contra o Zago. Há uma distância entre as bases em luta e o movimento geral; as assembleias e comandos gerais se esvaziam e perdem sua força.

Além do desmonte, o aumento da repressão fica cada vez mais claro para os estudantes com a expansão do efetivo policial no campus, os processos de perseguição aos lutadores e uma ofensiva sobre os espaços estudantis. O eixo da luta contra a repressão foi bastante importante nos cursos que entraram em greve, tinha (e ainda tem) potencial para a unificação entre estudantes e trabalhadores, mas infelizmente o DCE e demais direções do M.E. tanto negligenciam essa pauta fundamental que chegaram a defender contra a sua inclusão na assembleia geral que deflagrou a greve.

Essas direções, apegadas aos seus programas reformistas e preocupadas em fomentar apenas seus grupos políticos, deixaram em segundo plano o que é mais sensível e urgente para unificar o movimento. Dessa forma, abriram caminho para o divisionismo elitista e irresponsável dos auto intitulados “autonomistas”, que atuam para quebrar a resistência unificada. Ao invés de fomentar a unidade entre as categorias em greve, promovem ações isoladas que div idem não só o movimento estudantil, mas também fragiliza a greve dos trabalhadores.

A reitoria se aproveita dessa divisão para, hoje, nos reprimir ainda mais; a Justiça expede interdito proibitório contra nossas entidades por conta dos trancaços, aumenta a multa aplicada ao Sintusp (de dez para vinte mil reais) e já começa a encaminhar processos aos trabalhadores e estudantes por conta da greve. A polícia se tornou senhora do campus controlando os portões, nos impediu de terminar nossa assembleia e nos reprimiu de maneira bárbara, com bombas de gás dentro Crusp e prisão de seis estudantes na última quinta-feira.

Para respondermos à altura, é preciso reorientar nosso movimento para a unidade. O final do semestre se aproxima e é urgente unir todas as forças para barrar o cerco à nossa liberdade de organização e ao direito de greve na universidade. Isolados, nem os estudantes, nem os trabalhadores conseguirão sair do terreno pantanoso em que se encontra a greve. O reitor impôs o corte de ponto com o intuito de enfraquecer e desmobilizar os trabalhadores e nos reprimiu violentamente na última semana. Temos que dar o troco! Fortalecer os piquetes em unidade e pressionar os burocratas para reverter o desconto dos salários.

A unidade total do movimento contra a repressão é fundamental, não podemos baixar a cabeça e nem aceitar que a PM domine o campus. Não podemos permitir a punição de nenhum grevista por parte da reitoria e das diretorias: mexeu com um mexeu com todos! Se estes ataques passarem, se abrirá um precedente terrível para a organização futura na universidade.

Quer conhecer o TL?
5f 23.06 18h na vivência da ECA Atividade sobre a greve na França e
lançamento do novo numero do nosso jornal.

22.06.2016


Categorias: Panfletos, Universidade

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