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[calc 2017] propulsão

Nas eleições para o CALC 2017, o TL compôs, em unidade com o MAIS e estudantes independentes a chapa Propulsão. Aqui, seu programa:


O FUTURO QUE NOS É ROUBADO

Olhando para a ECA atualmente, parece que tudo é mais atrativo do que fazer política na universidade. As pessoas se questionam se vale a pena gastar seu tempo e seus esforços para construir algo que, aparentemente, não lhes trará retorno algum. Voltamos para as nossas rotinas, para as nossas aulas, mesmo que elas não sejam aquilo que queremos. A sensação é de que tudo está indo para o brejo. Parece até que o futuro não tem saída.

Ainda este ano, no entanto, os estudantes fizeram uma das maiores greves da história da escola. Todos os cursos da ECA tiveram sua rotina alterada por ela, houve a ocupação do prédio central e o fim da normalidade acadêmica durante dois meses. Mas, mesmo depois desse movimento que ocorreu há tão pouco tempo, os estudantes hoje se veem desacreditados e desanimados. Como pode? Nada mudou?

UMA PANCADA SEMPRE FAZ CAMBALEAR…

O movimento geral, que abarcou diversas unidades da USP e uniu forças com os trabalhadores, depois de muito lutar, não foi capaz de alcançar seus objetivos e acabou derrotado. Muitos dos estudantes que apostaram suas fichas na greve, calouros que se dedicaram a um movimento totalmente novo, ao final de tudo se questionam: “realmente vale a pena tudo isso? Vale a pena comparecer e construir esse movimento com minhas próprias mãos? Vamos conseguir mudar algo?”
É muito difícil perder uma batalha e isso afeta os ânimos de todos estudantes, do mais novo ao mais velho, que podem acabar por se afastar das atividades políticas nas suas unidades, incrédulos com a organização estudantil, voltando-se totalmente à vida acadêmica ou a outras atividades, deixando que nosso entusiasmo de juventude seja roubado pela grade curricular.
Quando as greves e outros processos de luta resultam em derrotas, se abre um período de refluxo (isto é, enfraquecimento) das mobilizações e esvaziamento das atividades políticas. Ao final da greve na ECA, a confiança dos estudantes na sua organização e na possibilidade de mudanças diminuiu em comparação com as enormes assembleias e atos, as atividades formativas e as produções culturais que aconteciam diariamente durante o movimento. Levamos uma pancada, e não pudemos deixar de cambalear.
Enquanto isso, os reitores e os engravatados de alto escalão aproveitam esse período de fragilidade para nos roubar tudo o que podem; atacar tudo que nos resta.
O que fazer afinal? O que esta greve nos ensinou?
É preciso aprender com as nossas experiências, identificar as causas dos problemas e nos preparar para as próximas batalhas. Devemos utilizar tudo o que temos para combater este desânimo e colocar novamente a ECA em movimento. Nessa conjuntura difícil, de inúmeros ataques, precisamos novamente articular e trazer os estudantes, a pulsão de vida do centro acadêmico, para a luta. Fomos golpeados na face, ainda estamos desorientados, mas tomaremos o impulso deste golpe e o devolveremos com o dobro de força! O futuro precisa ser salvo!

O PULSO AINDA PULSA…

Seguidas greves derrotadas levaram o ME da USP a anos de total paralisia. Porém, por mais difícil que seja este momento, a ECA na verdade tem sido ponta de lança no processo de resistência ao esvaziamento do movimento e do centro acadêmico. Diversas atividades estudantis foram retomadas neste ano, como a Quinta i Breja, que aconteceu todas as semanas, oficinas abertas, jornais, debates, intervenções e produção de materiais artísticos.

Nada disso foi pensado apenas pelas cabeças que estiveram este ano na gestão Gasolina, nem poderia a gestão ter feito tudo isso sozinha. O CALC realizou, todas as semanas, reuniões abertas em que todo estudante pôde participar, pensar, propor e articular as atividades do CA, decidindo coletivamente os rumos da entidade; as assembleias foram regularmente convocadas para fazermos as principais discussões políticas, dos acontecimentos de dentro e fora da USP.

A democracia no CALC foi o que permitiu que ele se tornasse não só um local de discussão mas também de ação. O CALC se empenhou em fazer campanhas sobre os diversos problemas que apareciam na vida estudantil ecana, como os processos contra os estudantes que fazem festas, as ameaças à independência do prédio da vivência, as movimentações sobre a conjuntura nacional; passando em sala, fazendo panfletos, trazendo essas discussões para o cotidiano, para as assembleias de curso, para os fóruns da entidade.

É claro que a gestão Gasolina, deste ano, não foi perfeita e o CA ainda tem problemas. Mas com todas as dificuldades colocadas diariamente e dentro dos limites da sua força, a gestão se empenhou em colocar os estudantes em movimento e trazer novamente vida ao cotidiano da ECA. As críticas feitas hoje por muitos estudantes aos problemas do CALC são inteiramente legítimas e devem ser transpostas para os fóruns democráticos e para o seio da entidade para que se transformem em ações práticas, em movimento.

Se hoje a política do CALC é ao menos discutida na ECA é porque, aos poucos, a participação estudantil, que era quase nula ao final de 2015, foi gradualmente crescendo e fortalecendo o centro
acadêmico. O CALC voltava a ter vida. Ele voltava a ser uma ferramenta dos estudantes, servindo como um impulsionador da luta nos momentos mais cruciais. Com ar novo e sangue quente, os estudantes puderam se apoderar do CALC e fazer dele um motor na construção da greve.

A EXPERIÊNCIA DA GREVE: TOMAR O FUTURO EM NOSSAS MÃOS

Os estudantes ecanos não foram pegos de surpresa pela greve; pelo contrário, quando o movimento começou na USP, com os funcionários, os motores da ECA já estavam aquecidos. O sentimento geral era de atenção, ansiedades, dúvidas e expectativas em relação ao que estava por vir. Após as assembleias de curso, em que a maioria dos estudantes discutiu nos seus próprios departamentos os problemas que a USP enfrentava e o que fazer perante isso, deliberamos pela greve.

Na greve o cotidiano é suspenso, as prioridades se deslocam, e uma outra universidade entra em cena, aquela construída pelos próprios estudantes de acordo com as suas necessidades. A greve
é o momento de maior discussão, troca de ideias e interação entre os estudantes. Todos os problemas, dos mais localizados no próprio departamento, até os mais gerais, da USP e do mundo, são discutidos a todo momento. Na prainha, na vivência, nos corredores, no dia a dia.

Na greve, o nosso futuro não está mais nas mãos de meia dúzia de engravatados, mas é planejado e criado por nós mesmos. Todas as ações do movimento (piquetes, atos, negociações com a diretoria) eram debatidas e decididas coletivamente. E foi na assembleia mais cheia do ano, quando centenas de estudantes se apertaram pelo saguão, escadas e entradas do prédio central, que decidimos arriscar… Decidimos ocupar, pela primeira vez na história, o prédio central da ECA e tomar o futuro em nossas mãos.

Aquele prédio, que os estudantes ecanos frequentaram por tantos anos, se tornou de fato nosso. Podíamos nos utilizar de toda a estrutura, dos recursos e do espaço, para executar projetos e realizar atividades que queríamos e que não constam nas grades curriculares. A ocupação se tornou, por 50 dias, um polo de articulação da luta e de produção livre e plural de atividades dos estudantes.

Nela aconteceram um sem-número de reuniões, assembleias, debates, palestras, grupos de estudos, transmissões de rádio e produção de materiais. Fomos artistas e comunicadores, produzimos cultura para além das caixas pré-definidas de saberes da graduação. Unidos para resolver problemas comuns, pudemos viver uma outra universidade, e realizar, na prática, uma verdadeira Escola de Comunicações e Artes.

Muitos calouros ou estudantes do segundo ano entraram para a luta arrastados por essa onda. A unidade com que este movimento foi levado fez uma boa parte destes estudantes se manterem ativos até hoje na política da ECA, mesmo com o refluxo natural após a greve derrotada. Hoje muito mais estudantes lutam para fortalecer o centro acadêmico, e por isso saudamos a existência da
chapa adversária nestas eleições. Apesar de termos lutado para manter a unidade entre os que querem construir a entidade, a oposição à atual gestão é, na verdade, expressão viva do ano de luta, de discussão política, de fortalecimento do CALC e, sobretudo, do movimento de greve que a ECA viveu neste ano.

O HOJE CORRE PERIGO

Os problemas que nos levaram à greve não estão nem próximos de serem resolvidos – pelo contrário, com a derrota do nosso movimento, os burocratas aproveitam este momento de fragilidade para aprofundar ainda mais os ataques aos trabalhadores e estudantes. A reitoria não vai parar até ver esta universidade destruída e vendida na bolsa de valores! Vai tentar aumentar as demissões e a precarização do trabalho; vai cortar bolsas de permanência e pesquisa; vai acabar com a gestão dos hospitais e creches; e vai reprimir, com processos e sindicâncias, os que se contrapuserem.

Além de Zago e dos outros reitores que virão depois dele, outros enfrentamentos já estão anunciados. A crise que hoje vive a universidade é reflexo de uma crise geral que assola o país. O governo Temer está tentando passar as medidas e cortes já preparados pelo governo Dilma: a reforma da previdência e trabalhista, a reforma da educação e a PEC que congela o teto dos gastos públicos por até vinte anos. O que todos os governos querem é que essa crise seja paga pelos jovens e trabalhadores.

Mas o refluxo do movimento não há de perdurar! A resistência a tudo isto terá que ser, sem dúvida nenhuma, muito grande, e as dificuldades que a realidade nos impõe, de romper com a apatia dos estudantes e trazê-los de volta ao movimento, são ainda maiores. É o momento, mais do que nunca, de juntarmos forças e nos unirmos contra nossos inimigos comuns, trazendo de volta o espírito da nossa ocupação. É hora de prepararmos o salto e arremessarmos a ECA em pleno movimento! Um salto que nos impulsione à resistência, que nos jogue para frente!

Os estudantes precisam ser a propulsão que falta na conjuntura, a propulsão para um novo futuro! 

EXPLODIR PARA NASCER O NOVO! UM CALC PROPULSÃO!

A eclosão dos versos acompanha
a propulsão das naves.
Embora ligados ao terrestre
de um chão de traves fundas,
afundadas na pedra e na armadura
de duras construções,
os versos também seguem (quase erectos)
do ponto zero de arranque às aves
do futuro – da matéria do mundo
a um destino cego
“A propulsão dos versos”, de João Rui de Sousa.
Esta chapa é uma chapa de unidade, ou seja, reúne estudantes e organizações com opiniões políticas diferentes. Aqui apresentamos um programa mínimo, e necessário, que temos em comum. Que não irá “resolver” todos os problemas dos estudantes, pois esse programa não se encerra em si; não é uma carta de promessas, é um programa que abre possibilidades, para articular todos os estudantes e nos armar contra nossos inimigos. Para nós, o centro acadêmico precisa ser uma ferramenta dos estudantes, não um prestador de serviços. Precisamos saber partir do que nos une na luta para que assim, colocando nossas discordâncias abertamente, possamos alcançar juntos nossos objetivos.
O movimento estudantil já soube ser a propulsão dos processos mais explosivos de nossa história. Uma greve na ECA contra a diretoria foi capaz de levantar toda a USP, que por sua vez, indo às ruas, impulsionou um movimento que deu fim ao ciclo da ditadura militar. Isso ocorreu no fim da década de 1970, quando o ME soube partir das diversas questões mínimas dos estudantes e produzir, no próprio presente, o futuro. Sabemos que temos esta potência: nos resta sacudir a realidade e impeli-la ao novo!

PROPOMOS

DEMOCRACIA DIRETA: REUNIÕES ABERTAS E ASSEMBLÉIAS

O centro acadêmico não pertence à gestão, não pode estar sob a tutela de um grupo de “iluminados” que pensam poder decidir os rumos da entidade no lugar dos próprios estudantes! O CALC manteve reuniões abertas semanais e assembleias periódicas durante todo o ano, criando espaços de discussão e decisão de todos os estudantes, e isso deve continuar!

Garantir que esses espaços existam não é qualquer coisa: sem democracia, sem ampla participação, sem ouvir as opiniões de todos os estudantes, não é possível construir um movimento forte, numeroso e unido para fazer frente aos ataques da reitoria e dos governos, como foi a greve. Não faremos nada pelos estudantes: faremos COM os estudantes! Por um CA participativo e não meramente representativo!

Uma estrutura pensada pelos estudantes, O centro acadêmico é um espaço de organização e uma ferramenta construída diariamente e de forma horizontal pelos estudantes, e neste processo nos deparamos, naturalmente, com diversas dificuldades técnicas e organizativas. Não acreditamos de maneira nenhuma que o esvaziamento do movimento estudantil e da política na ECA hoje seja centralmente consequência destas dificuldades: ele é consequência do momento de enfraquecimento da mobilização enfrentado hoje por todo o movimento.

Ainda assim, é claro que queremos um CALC o mais eficiente e melhor organizado possível! Mas não queremos apresentar soluções mágicas para estes problemas tiradas das nossas poucas cabeças. Estas soluções virão do cotidiano vivo do CA, onde as demandas e críticas aparecerão no desenrolar da gestão, e poderão ser sanadas nos seus fóruns democráticos, em que qualquer um poderá propor suas ideias. Queremos trazer os estudantes ecanos para, juntos, discutirmos e resolvermos os problemas do CALC.

CONTRA O DESMONTE E A REPRESSÃO NA USP

Temos que organizar a luta contra os cortes de bolsas, falta de professores, demissões e demais medidas de desmonte. Nesta greve, negociamos com as chefias de departamento e procuramos solucionar os problemas a nível local, mas nos deparamos com um limite: muitos destes problemas não podem ser resolvidos pelos próprios departamentos. Os ataques estão em toda a USP e interligados – por exemplo, a contratação de professor para um determinado curso depende do fim do congelamento de contratações na USP.

Este processo de desmonte avança a passos largos, junto com a entrada de empresas e fundações privadas que querem gerir e utilizar a USP para seus próprios lucros – e quem se contrapõe a isso tudo é perseguido e reprimido. A reitoria aumentou muito o número de processos e sindicâncias a estudantes e trabalhadores. O campus segue cada vez mais militarizado, enquanto os casos de violência não diminuem.

Tudo isto é determinado por meia dúzia de engravatados que reinam na USP, sem qualquer participação dos estudantes, trabalhadores e professores: os fóruns de decisão da universidade são compostos por altos burocratas e com ínfima representação discente e dos funcionários. Devemos, é claro, tirar o máximo de vantagens possíveis destes espaços, na medida em que for possível – mas a nossa experiência neste ano escancarou o caráter burocrático e antidemocrático deles.

É preciso resistir, na luta, a este processo! É preciso, em unidade com o SINTUSP, organizando os estudantes e confiando na nossa mobilização conjunta, lutar contra os cortes, a presença da PM no campus e a repressão à nossa organização, como fizemos neste ano!

NÚCLEO DE COMBATE ÀS OPRESSÕES: UM CALC PRAS MULHERES, PRAS LGBTS E PROS NEGROS

O centro acadêmico precisa ser um espaço de organização e luta dos setores oprimidos, as mulheres, os negros e as LGBTs, que sofrem desigualdades na sociedade e são historicamente excluídos dos espaços da política. É latente toda a violência machista e LGBTfóbica existente na universidade e o racismo institucionalizado da USP. Além disso, os oprimidos são os que mais sofrem com o avanço do desmonte, da repressão, da crise e dos ataques dos governos, e são, por isso, os mais decididos lutadores contra toda forma de opressão desta sociedade. A experiência deste ano não deixa dúvidas: as mulheres ecanas estiveram na linha de frente de todas as assembleias, piquetes, atos de rua e demais ações da greve.

Também os negros da universidade entraram em luta por cotas neste ano, como vêm fazendo com força desde 2015. O CALC deve ser uma ferramenta a serviço de se somar a lutas como estas e a todas as mobilizações dos oprimidos. Para isso, deve estar em constante comunicação e unidade com os coletivos autoorganizados.

Sabemos que os setores mais precarizados dentre os trabalhadores da USP – os terceirizados, os do bandejão, da prefeitura, das creches etc – são sobretudo compostos de mulheres e negros. É necessário lutar junto com estes setores em todos os momentos! A unidade entre estudantes e trabalhadores é fundamental para defender os direitos dos oprimidos na USP.

O movimento estudantil deve tomar para si estas lutas de forma ativa! Por isso propomos um núcleo de combate às opressões, que aglutine em torno do CALC negros, mulheres e LGBTs que queiram construir o CA e combater a opressão; que pense iniciativas, reuniões autoorganizadas, aproximação aos coletivos, etc, e as leve aos fóruns abertos para serem debatidas e encaminhadas pelo conjunto dos estudantes. Abaixo o racismo, o machismo e a LGBTfobia na USP!

PRODUÇÃO ESTUDANTIL: JECA, MOSTRAS E OFICINAS

Neste ano o JECA (Jornal dos Estudantes de Comunicações e Artes) foi retomado na ECA. Apesar disso, não conseguimos ainda fazer dele a grande ferramenta de luta e produção independente que pode ser – o jornal está hoje muito aquém da potência que ele tem. Discussões, denúncias, poesias, tudo isso cabe no JECA, mas precisamos criar a identificação entre ele e os estudantes e trazer mais contribuições, manter a regularidade e a profissionalidade do jornal. Queremos fazer do JECA um articulador de ideias e ações de toda a ECA!

Além disso, muitas festas, oficinas, saraus e outras atividades culturais foram produzidas neste ano. O movimento estudantil na ECA tem uma rica tradição de mostras e festivais estudantis. Temos que fazer da ECA um pólo de produção, liberdade e livre troca de saberes da juventude, de dentro e de fora da universidade!

Na Quinta i Breja, por exemplo, conseguimos realmente abrir a universidade para centenas de jovens da região, que vêm semanalmente ocupar os restritos espaços da universidade em festa! – sem carteirinhas, sem controle de acesso, sem a lógica excludente da USP. É também verdade, no entanto, que os burocratas fazem todo o possível para destruir este espaço de livre confraternização e produção independente de cultura, proibindo as festas no campus, processando quem as organiza e colocando a polícia na prainha. Mas, apoiada na organização estudantil e no centro acadêmico, a QiB pode e deve resistir, ocupando a universidade e enfrentando a proibição!

O CALC precisa ser uma ferramenta à disposição da produção estudantil, assim como a ocupação foi: um meio para que os próprios estudantes dos diversos departamentos, os coletivos, o CANiL, as empresas juniores e demais entidades da ECA e quaisquer grupos de estudantes
consigam realizar os seus projetos. 

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Nos deparamos com uma série de empecilhos no processo de regularização burocrática e das dívidas do centro acadêmico que nos empenhamos em fazer desde o início deste ano. Mesmo assim, conseguimos fechar todos os meses com a conta no positivo e, assim, dar um passo importante em fortalecer a independência financeira do CALC.

A gestão Gasolina teve dificuldades em manter a ECA devidamente informada sobre as finanças do CALC ao longo de todo o ano, e isso precisa ser solucionado. Além disso, é preciso seguir pensando quais as prioridades da entidade e como conseguir mais dinheiro para elas. As
dificuldades tendem a crescer no ano que vem e precisamos do conjunto dos estudantes trabalhando para que possamos seguir viabilizando as atividades estudantis e solucionar nossa obrigação mais latente: quitar as dívidas trabalhistas da entidade.

CONTRA O GOVERNO TEMER E SEUS ATAQUES!

Isolados na universidade pouco conseguiremos fazer em relação ao desmonte, pois este está intimamente ligado à crise econômica e política do Brasil. A resistência na USP terá, necessariamente, que se ligar à resistência contra os ataques do governo, sob o risco de nos isolarmos e sermos novamente esmagados. Temos que nos unir aos trabalhadores e aos estudantes secundaristas, que a esta altura já ocuparam mais de 1200 escolas pelo país contra a reforma do ensino, e sair às ruas para combater o governo Temer e os ataques que este, assim como todos os outros, quer desferir contra nós. Contra as reformas da previdência e trabalhista, a reforma da educação e a PEC 241!