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por que estamos na chapa revide no cahis?

A posição do TL nos últimos anos é conhecida de todos que acompanham o movimento estudantil uspiano: temos defendido sistematicamente a necessidade de uma unidade ampla da esquerda para derrotar o governismo no movimento e nas eleições para as entidades estudantis.

Nossa posição não se modificou: nós acreditamos que, para erguer um movimento capaz de resistir aos ataques que se anunciam dentro e fora da universidade é preciso derrotar as posições governistas, superar o bom-mocismo petista e preparar o conjunto dos estudantes para defender com unhas e dentes o que nos resta da universidade.

A reitoria avança em seus ataques: corte de bolsas, restrições à permanência, desligamento do HU e de outros serviços oferecidos à população trabalhadora do entorno do campus, corte de vagas nas creches. As medidas repressivas também avançam: a polícia nos vigia cada vez mais de perto com o autoritário Koban, a reitoria tenta proibir as festas e controlar/perseguir mais e mais o movimento estudantil e de trabalhadores. Em nível nacional, crescem os ataques à juventude e aos trabalhadores por parte do governo, além da inflação corroer o poder de compra dos salários e o desemprego crescer em ritmo acelerado.

Por tudo isso, o TL defendeu dentro da chapa Revide um chamado de unidade a toda a esquerda para derrotar a chapa capitaneada pelo PT nas eleições do CAHIS. Acreditamos que isso é fundamental no próximo período para organizar um polo de resistência no curso e no movimento geral. Entretanto, nossa posição é minoritária na chapa.

Nós acreditamos que esse não é o momento para sectarismo. Os diversos grupos do ME do curso erraram ao não discutir com calma a possibilidade de um programa baseado nos pontos mínimos de unidade, partindo daquilo que é mais sensível aos estudantes da História. É claro que ainda que discutissem os pontos, os grupos poderiam chegar à conclusão de que a unidade é impossível neste momento, mas o TL não vê motivo para que uma unidade superior não tivesse se realizado.

Cabe mencionar, também, que um grande obstáculo à nossa defesa a um chamado de unidade mais amplo e claro dentro da chapa Revide foi a política rotineira que os companheiros do PSOL e PSTU vêm tocando, seja no CAHIS ou outras entidades, como o DCE. Os companheiros do PSOL são identificados com a política imobilista do DCE, enquanto os companheiros do PSTU são identificados com chapas que já conquistaram o CAHIS, mas pouco fizeram para retirar a entidade da pasmaceira e de sua política rotineira, e no geral acabam seguindo a reboque do PSOL. Os companheiros do MRT continuam com dificuldade de formar frentes a partir de pontos mínimos de unidade, sem impor o seu programa nas discussões.

Apesar de não ter sido possível debater a unidade, achamos um grande avanço o programa que a chapa Revide apresenta às eleições do curso, por combater os recentes ataques da reitoria, o avanço da repressão na universidade e os ataques do governo à juventude e aos trabalhadores. Por isso a compomos, apesar das críticas. Acreditamos que a unidade que a chapa representa será fundamental nos combates que se anunciam no próximo período. Não nos abstemos, entretanto, de alertar os companheiros neste sentido: a unidade poderia e deveria ter sido mais ampla, uma vez que a conjuntura exige que superemos nossas divergências e objetivos particulares, e se seguirmos com posições sectárias perderemos.

Adiante, camaradas!
VOTE E LUTE COM A CHAPA REVIDE!