! [panfleto] dois caminhos pra greve na usp - Território Livre

[panfleto] dois caminhos pra greve na usp

O TL apoia a greve das três categorias da USP, instaurada em resposta à provocação da reitoria que ofereceu 0% de aumento salarial aos funcionários e professores. Para os trabalhadores, essa greve tem o significado político de retomar a trajetória de lutas de uma categoria que, nos últimos anos, vinha sofrendo fortes ataques por parte da burocracia.

Acreditamos também que as circunstâncias exigem algumas considerações sobre a atual situação do movimento estudantil uspiano.

Os estudantes entram nessa mobilização depois de um semestre que, apesar de quente nas ruas, foi morno dentro da universidade. Num momento em que jovens por todo o país saem às ruas contra a Copa, o DCE praticamente não tem divulgado os atos de rua – das oito manifestações ocorridas em São Paulo contra a copa neste ano, o DCE divulgou apenas a de 15 de maio, mas mesmo assim com muito pouco destaque para o que poderia fazer uma entidade tão importante e sem a construir desde as bases.

Durante o primeiro semestre, a principal preocupação das organizações que dirigem o movimento estudantil na USP foi a própria reeleição para o DCE. Até agora, a luta da juventude esteve para eles em segundo plano.

Nós do Território Livre acreditamos que, numa situação histórica como a atual, em que trabalhadores de diversas categorias começam a se organizar, a realizar importantes greves e a atropelar suas burocracias sindicais, os estudantes têm de ser capazes de ligar a luta em curso na USP à revolta geral da juventude e da população trabalhadora.

Nossa prioridade neste momento deve ser ir às ruas, nos unir à luta contra a copa e apoiar as diversas categorias que estão em processo de mobilização. Além disso, devemos apoiar a luta dos funcionários para que imponham uma derrota à reitoria e fortaleçam sua organização.

Na atual greve, os estudantes não podem repetir os erros das últimas mobilizações e criar uma lista com infindáveis pautas específicas para solicitar à burocracia. Ainda que haja diversas questões pelas quais seja legítimo lutar, a conjuntura atual exige dos estudantes foco em apoiar a luta dos funcionários e ir às ruas, sem se isolar no interior da universidade.

Neste momento, esta é a melhor forma de contribuir para desestabilizar os governos e ajudar os trabalhadores a impor derrotas aos burocratas, aos patrões e ao Estado.

Ou o movimento estudantil da USP ajuda a erguer um pólo de organização e resistência para a luta geral, ou se afogará novamente em suas particularidades e terminará dividido em diversos pequenos agrupamentos que falam apenas para si e não assustam o inimigo.

Não é hora de enrolação. É preciso que o movimento estudantil esteja à altura dos desafios que a conjuntura nos coloca, ou acabará no mesmo museu que os burocratas sindicais.

Unidade com a juventude e os trabalhadores em luta!
Tomar as ruas!
Fazer da USP um pólo de organização da luta geral!

28.05.2014


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