! O TERRITORIO LIVRE E AS ELEIÇÕES PARA AS ENTIDADES ESTUDANTIS - Território Livre

O TERRITORIO LIVRE E AS ELEIÇÕES PARA AS ENTIDADES ESTUDANTIS

O movimento estudantil da USP vive hoje um período de paralisia e apatia, apesar dos crescentes ataques que tem sofrido. A reitoria avança no desmonte da universidade, cerceia a organização de estudantes e trabalhadores, proibe a realização de nossas atividades autônomas, como as festas, e amplia a presença policial no cotidiano do campus. No país, vivemos uma crise econômica e política que resulta em crescentes ataques do governo contra os jovens e trabalhadores.

Nessa conjuntura, o burocratismo e a forma rotineira como o movimento tem funcionado nos fazem assistir, ainda, o ressurgimento de posições governistas ou semi-governistas, algumas mais abertas, outras mais envergonhadas e disfarçadas. Passados alguns anos das fortes lutas que chacoalharam a universidade e varreram estes oportunistas da política estudantil, como as de 2007 e 2011, vivemos agora um refluxo que, à medida que se prolonga, é acompanhado do retorno destas velhas concepções, que pretendem apenas aparelhar e burocratizar ainda mais o movimento.

Diante da proximidade das eleições para as principais entidades estudantis da USP, é preciso que encaremos seriamente este cenário, sob o risco de nos vermos amanhã ainda mais paralisados e incapazes de responder ao acirramento da conjuntura. Por isso, nós do Território Livre consideramos que o conjunto da esquerda deve buscar dialogar e construir, onde for possível, uma unidade capaz de impor derrotas às diferentes matizes do governismo que vêm ganhando espaço no movimento estudantil.

Neste momento, é fundamental forjar a unidade na luta e em nossas entidades para articular um movimento estudantil que resista aos ataques do governo e das reitorias e ao avanço da repressão dentro e fora das universidades — repressão cuja expressão máxima hoje é a ameaça que paira sobre os movimentos sociais da lei antiterrorismo, proposta pelo governo federal petista e endossada pelos principais partidos de oposição.

A esquerda precisa romper com a lógica viciada de pautar as discussões de conformação de chapa no mero interesse privado de controle das entidades. Devemos superar nosso isolamento e fracionamento para construir, desde já, frente política onde for possível para erguer a resistência que irá se opor às reitorias e ao governo!

Criar uma nova política para além do petismo!

Fortalecer nossas entidades, transformá-las em ferramentas da luta, através da democracia direta e com um programa defensivo contra o avanço da repressão, os ataques da reitoria e do governo!

18.11.2015


Categorias: Universidade

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