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nas eleições para ca e dce da usp: frente única dos estudantes!

Aproximam-se as eleições para os centros acadêmicos e para o Diretório Central dos Estudantes da USP. Com a greve deste ano derrotada, neste momento de refluxo da mobilização, e a continuidade do avanço da repressão e o aprofundamento do desmonte, é imprescindível que os lutadores se empenhem no fortalecimento das entidades estudantis.

Nestas eleições propomos mais uma vez a ampla unidade a todos aqueles que estiverem dispostos a combater a destruição da universidade, os ataques da reitoria e dos governos (estadual e federal), a repressão policial e perseguição aos lutadores e suas entidades. Não devemos esquecer que as entidades estudantis são propriamente isso: aparelhos de Frente Única, e a Frente Única se dá sempre escolhendo um problema (ou inimigo) comum a ser atacado, contra o qual se coloca o conjunto dos estudantes em movimento.

É verdade que temos muitas e muitas diferenças com os mais diversos estudantes e correntes, sejam eles do PSTU, do PSOL, e mesmo com os estudantes que apoiaram a Dilma e o PT no último período. Mas, mais importante do que quaisquer diferenças, é a tarefa imediata que se coloca em nossa frente: a de mobilizar todos os estudantes em luta contra nossos inimigos comuns e principais. Só a nossa correlação de forças pode transformar o movimento estudantil, novamente, em um pólo significativo das lutas estudantis em aliança com a classe trabalhadora. Se ficarmos apenas nos dividindo e disputando “concepções” de mundo, sem colocar a maioria em movimento, seguiremos isolados e enfraquecidos.

O pressuposto para conformar chapas em unidade não é o esquecimento das diferenças, mas a busca de serem expostas e discutidas nos fóruns democráticos das entidades, suas reuniões abertas periódicas e assembleias, onde serão discutidas muito mais séria e vivamente. Nesse mesmo sentido, qualquer chapa de unidadedeve manter toda a liberdade de crítica entre os seus componentes perante o conjunto dos estudantes, durante e depois das eleições.

Contra nossos inimigos que nos cercam por todos os lados (a burocracia, a Procuradoria Geral, a PPUSP, a Koban, PM, os governos…) é necessário erguermos uma só voz! Nos armar para resistência conjunta e em aliança com os trabalhadores de dentro e de fora dauniversidade. Já passou da hora de pormos os vícios sectários e eleitoreiros de lado, e assim podermos apresentar aos estudantes um programa comum, que aponte uma perspectiva consistente para os combates que se aproximam e para o nosso futuro!

CONTRA OS ATAQUES DA REITORIA E A REPRESSÃO:
UNIDADE DO MOVIMENTO ESTUDANTIL!

05.10.2016


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