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[panfleto] dce bate em retirada?

O título do último informativo da gestão do DCE diz: “reitoria começa a ceder”. A pergunta é: onde, cara pálida? Esse tipo de discurso — que engana apenas desavisados —, se se mantiver, é o anúncio do abandono da luta por parte do DCE. Será assim?

DCE ABANDONA DIRETAS?

A gestão do DCE parece ter abandonado a pauta pela qual muitos entraram na greve, a diretas. Ela já trabalha com a ideia de que a diretas não pode ser conquistada este ano e é preciso focar em outra pauta na negociação, a estatuinte.

O que não se fala é que Rodas e a maioria do CO eram a favor da estatuinte já antes da greve e se posicionaram a favor no último CO. A estatuinte só não foi aprovada porque sua votação exige maioria qualificada (2/3) no CO.

Ganhar o que nossos inimigos querem não é ganhar. Nesses moldes a estatuinte, sem dúvida, piorará o estatuto da USP, tornando-o mais autoritário e mercadológico. Resta saber se o ME vai legitimar isso.

RECUO PREPARARÁ REPRESSÃO

Sair da luta neste momento é preparar a repressão. O próprio texto da gestão do DCE afirma que a entidade “arcará com os eventuais prejuízos materiais causados pelo movimento”. A entrega da torre do relógio foi uma armadilha para criminalizar a entidade, ou seja, para o próprio DCE reconhecer que realizou as ilegalidades.

O informativo do DCE deixa claro que o eixo da repressão foi apenas protocolado, ou seja, a reitoria não cedeu nada. Se recuarmos agora perderemos a chance de limpar a USP da mácula Rodas; permitiremos que sua gestão termine triunfante, sem qualquer retrocesso nos ataques que realizou. Ainda há tempo, basta saber radicalizar a luta!

DCE: BASTA DE SEGURAR O MOVIMENTO!

Queremos há 3 semanas radicalizar o movimento mas não conseguimos — e não foi por falta de vontade nas bases e nos estudantes radicalizados. Ficamos paralisados. Nosso último ato de rua foi boicotado (na divulgação e no trajeto) pela gestão do DCE. Nosso ato de piquete nas obras da reitoria não contou com um único membro do DCE. Nosso churrasco na tenda do Santander teve pouco apoio do DCE. Nossas propostas de retomada imediata dos blocos K e L e de derrubada dos muros entre a USP e a São Remo foram combatidas pelo DCE.

Como pressionar os burocratas desse jeito? Que estudante tem saco para tocar uma greve quando a principal entidade estudantil se coloca como um bloqueio para o avanço da luta? Muitos legitimamente pensam: para que perder tempo com isso? Ou: se era para fazer greve assim, era melhor não fazer!

Ainda há tempo de mudar tudo! A greve de 2011 — maior que a atual, com assembleias com 4 mil estudantes e um Comando de Greve com 150 delegados — começou no dia 8/11. Ainda há tempo para a gestão do DCE mudar de posição e tentar reerguer o movimento com aqueles que querem radicalizar. Basta acreditar que é possível vencer e querer vencer.

DIRETAS PARA REITOR JÁ!
FIM DO CONVÊNIO USP-PM!
FIM DOS PROCESSOS E EXPULSÕES!
DCE, VEM PRA LUTA!