! criar a universidade paralela! - território livre

criar a universidade paralela!

De forma livre, não burocrática, paralela e transversal, podemos engendrar outra universidade dentro desta.

Como? Realizando, a partir da resistência mínima contra o desmonte da universidade e contra esta cultura falida, a fusão, na prática e na ação, de todos os saberes; a superação de todas as divisões de trabalho estanques; a superação da divisão entre trabalho intelectual e manual; a superação das sub e micro divisões do saber instrumentalizado pelo e para o mercado.

Todo território que seja livre, que aglutine jovens e trabalhadores fora das estruturas da universidade, entra necessariamente em choque com elas, com a burocracia e a polícia. É para impedir que territórios livres surjam que a burocracia ataca as entidades estudantis e o Sintusp, tentando cortar o mal pela raiz, inviabilizando nossa autonomia política e financeira. É para o mesmo propósito que as câmeras brotam como cogumelos e a polícia se torna senhora do campus.

Só um movimento estudantil não carreirista, nem burocrático ou petista, aliado aos trabalhadores, pode produzir na resistência as bases concretas dessa universidade paralela. Quantos filmes, teatros, músicas, debates, criação de territórios livres não estão engendrados no enorme potencial da juventude e dos trabalhadores? Quanta liberdade não existe, na resistência diária e numa greve, além da prisão das grades curriculares?

Não se trata de reivindicar a “democratização” da universidade ou do acesso a ela como reformas, nem fazer um movimento estudantil de conciliação e de supostos representantes, onde a maioria continua passiva. Trata-se de, na resistência política, exercer um conhecimento e uma produção livres, sem barreiras ou rótulos, onde qualquer pessoa possa participar ativamente, independentemente de matrícula ou local de origem.

A universidade paralela pode ser a universidade de transição para uma nova cultura e civilização. A luta pela criação da universidade paralela é a única herdeira legítima do projeto original de universidade — de um saber livre para o progresso da maioria da sociedade.

Criar e aprofundar o polo de resistência, cultura e produção é criar, ao mesmo tempo, um polo de poder da maioria. Esse outro poder, construído na luta, é o único capaz de dirigir a universidade quando chegar a hora de passar por cima, de vez, dos burocratas acéfalos que nos governam.

Criar a universidade paralela é muito menos utópico que querer reformar e melhorar esta universidade!
Viva a resistência da juventude e dos trabalhadores!
Criar territórios livres!
Criar a universidade paralela!
Criar o Poder Popular!

Veja o evento:
Universidade paralela #1: Maio 68

05.06.2015


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