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chamado à toda esquerda da usp: unidade no dce é a única saída

REUNIÃO 2F 14.03 18H VÃO DA HISTÓRIA E GEOGRAFIA

Desde 2013 vivemos um movimento estudantil desarticulado. Paralisados, assistimos à greve dos trabalhadores em 2014 sem que entrássemos com força na luta; assistimos mobilizações estudantis de 2015 na USP sem conseguir criar um movimento geral. O conjunto dos estudantes não vê perspectivas de transformação no movimento estudantil. Fragilizados, estamos há dois anos num barco furado, imersos no marasmo.

A reitoria não enfrenta resistência, e ao perceber nossa fragilidade, aproveita o vácuo para tirar o pouco que nos resta. A reitoria tem sido mais firme do que o movimento estudantil e, com sua política de desmonte, desfere ataques e mais ataques contra a universidade. Os trabalhadores, sem nós, estudantes, são quem mais paga o pato do imobilismo. São atacados da forma mais brutal e sabem que dependem dos estudantes, que são maioria na universidade, para enfrentar a reitoria com firmeza.

De um lado, a política rotineira das “pautas históricas” das correntes petistas e semi-petistas doutrinam o ME há 30 anos e aprofundam o marasmo e o descrédito do movimento na base dos estudantes. De outro, é certo que o principal responsável pela nossa desarticulação é a própria reitoria, que trabalha para minar qualquer possibilidade de organização. A reitoria ataca por todos os lados. Rebaixa salários, corta bolsas e vagas no CRUSP, instaura um regime de vigilância com a PM, a Koban e a instalação de câmeras, retira espaços estudantis, proíbe festas e venda de cerveja: tudo está sob sua mira. A cada ataque sem resposta, ficamos mais frágeis e sobretudo, mais desacreditados.

Nossa única chance de contra-ataque é uma resposta articulada e firme. Para isso, é urgente e necessária a unidade dos estudantes e dos grupos políticos de esquerda. É claro que existem divergências, afinal, se tivéssemos as mesmas concepções seríamos todos de uma mesma organização. Os programas são distintos e a unidade não pressupõe ignorar as diferenças, mas buscar aquilo que existe de comum entre nós.

Para resistir aos ataques da reitoria e para barrar o avanço da repressão, nossa única possibilidade é a unidade. Para enterrar de vez o governismo e o burocratismo, nossa única possibilidade é a unidade. Aqueles que compreendem a gravidade da conjuntura devem buscar construir a unidade da esquerda para rearmar o movimento.

As eleições para DCE 2016 se aproximam. Então, é necessário reunir a esquerda para debater uma chapa, que se contraponha ao governismo e ao burocratismo a partir da defesa da democracia direta e da resistência como método de organização dos estudantes. A construção dessa chapa será um novo respiro para o movimento estudantil, pois poderá travar um debate político e programático sério com os estudantes, apresentando uma perspectiva de luta para um setor amplo do movimento.

Nesse sentido, fazemos um chamado para um debate aberto com todos os estudantes e correntes de esquerda dispostos a, em primeiro lugar, encontrarmos aquilo que nos unifica, que nos é comum, e, a partir disso, forjar um programa de unidade. Diante do estado atual de desarticulação dos estudantes, forjar um programa de luta não apenas para o DCE, mas um programa que reerga o movimento durante este ano. O objetivo não deve ser propagandear as correntes e angariar votos, mas apresentar uma alternativa para os estudantes que hoje desacreditam na capacidade de resposta do ME. Tirar a USP do marasmo significa sobretudo resgatar os estudantes da falta de perspectiva em que estamos imersos, retomar a força da organização dos estudantes e dar aos ataques da reitoria uma resposta a altura!

Em 2016, temos a responsabilidade de, junto aos trabalhadores, marcar novamente a história dessa Universidade, recriar uma geração de lutadores, enfrentar a reitoria e barrar seus ataques. Essa é uma tarefa histórica, que só poderá ser cumprida com a esquerda em unidade.

ARTICULAR UM PROGRAMA DA ESQUERDA EM UNIDADE
ARRANCAR A USP DO MARASMO
REERGUER O MOVIMENTO ESTUDANTIL