! sobre o “bloco de lutas” contra o aumento - Território Livre

sobre o “bloco de lutas” contra o aumento

É público que Território Livre tem composto o “Bloco de Lutas” deSão Paulo contra aumento da passagem. A formação do “bloco” foi iniciativa do Sindicato dos Metroviários da cidade.

Compusemos porque:

1) esta luta dificilmente será vitoriosa só com a força da juventude. Os atos de rua sob direção do MPL (ou de qualquer outro grupo dejuventude) têm limites objetivos, que só serão ultrapassados pelos métodos de luta dos trabalhadores, como paralisações e greves nos locais de trabalho (sobretudo dos trabalhadores do transporte). Só isso pode exercer pressão suficiente sobre os governos neste momento;

2) a aliança com setores sindicais organizados permite uma discussão mais profunda do problema da inflação (por exemplo, permite esclarecer que não cabe lutar para controlar o preço de uma mercadoria, como a passagem, menos ainda cabe lutar para controlar opreço de todas as mercadorias do mercado. Cabe lutar pela manutenção do poder de compra dos salários, ou seja, pelo reajuste salarial).

Em suma, compusemos tal bloco porque vimos nele a única possibilidade — ainda que frágil — de trazer à tona questões da classe trabalhadora e executar seus métodos de luta.

Sem dúvida, sobretudo nas discussões, as reuniões do “bloco” têm sido frutíferas. Todavia, não podemos dizer o mesmo dos seus métodos de luta. Pensamos que esse “bloco” tem se proposto muito menos do que pode realizar. O chamado deu-se sob a direção de um importante sindicato e a plenária juntou organizações de trabalhadores, entretanto os métodos de luta deliberados têm sido sobretudo os da juventude. Formou-se um bloco de organizações de trabalhadores quase que para apenas seguir o MPL… Ora, isso é insuficiente! Se sindicatos de trabalhadores chamam à luta e se propõem a dirigir um movimento, pensamos, é porque têm bala na agulha. Talvez lhes falte, no momento, ousadia.

Companheiros, o salto qualitativo na atual conjuntura será a entrada em cena da classe trabalhadora. É isso que todos aguardamos desde 2013. Às vezes, numa conjuntura nacional explosiva como esta, a ação de poucas mas conscientes categorias pode iniciar o incêndio. A força do movimento autônomo da classe a fará ultrapassar seus gigantescos bloqueios sindicais. Acreditemos nisso! Às ruas e aos locais de trabalho, companheiros!