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sobre a importância do cordão de segurança nos atos

Nos atos da Copa passamos por uma experiência fundamental que deve ser compartilhada (e, se possível, reproduzida nos atuais atos contra o aumento da passagem). Na Copa, após o Caldeirão de Hamburgo (círculo policial no segundo ato), as manifestações passaram a ter um cordão de segurança feito pelos próprios manifestantes. A partir do momento em que fizemos os cordões, não tivemos mais grandes problemas com a polícia durante as manifestações. Se houve caso de prisões e conflitos, eles foram exatamente nos momentos em que os cordões foram desfeitos (fim dos atos, caminha para metrôs, etc).

Com os cordões os lutadores mais aguerridos e mais resistentes à provocação policial se incumbem diretamente da função de segurança permanente do ato. Essa função é fundamental a ser desempenhada. Sem o cordão, tais camaradas tendem a ficar desgarrados do ato.

É um sério problema quando grande parte do ato se desgarra e toma a frente da própria faixa inicial, como ocorreu dia 9. Assim o ato perde a direção. Neste dia 9 cerca de 500 pessoas (ou mais) estavam à frente da faixa inicial, sobre as quais o MPL não tinha o menor poder de direção política.

A própria polícia, percebendo o número de pessoas à frente da faixa inicial, levou todo o seu efetivo para controlar e provocar tal setor, abandonando a parte da faixa inicial do ato. O conflito do dia 9 se iniciou exatamente quando a PM tentou cercar os manifestantes que seguiam à frente (pelo simples fato de que muitos estavam de preto e seriam, supostamente, segundo a lógica da PM, “vândalos em potencial”). Foi quando a PM iniciou o cerco, quase um Caldeirão de Hamburgo, que se iniciaram os conflitos e as prisões, que se estenderam sobre todo o ato.

Pensamos que o ocorrido no dia 9 tem de ser um aprendizado fundamental para o próximo ato (16/01). O TL está disposto a ajudar a fazer o cordão de segurança na manifestação do dia 16. Dele devem fazer parte todos os lutadores com experiência em defender manifestações. Estes devem assumir a função fundamental de segurança do ato, e não apenas andarem desgarrados à frente da manifestação.

Isso é fundamental para seguirmos juntos até a derrubada do aumento e a derrota dos governos do capital.

12.01.2015


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