! sobre a cpi da merenda - Território Livre

sobre a cpi da merenda

A descoberta da máfia das merendas envolvendo funcionários diretos de Alckmin só desmoralizou ainda mais o governo que declarou guerra aos estudantes no fim de 2015.

Com as escolas ocupadas, os estudantes foram capazes de emparedar o governo a ponto de derrubar o secretário de educação Herman Voorwald. Se a moblização tivesse se mantido, a partir de um comando forte, representativo e que realmente articulasse as escolas de todo o estado, bastaria uma nova faísca como essa para ativar mais uma vez a explosiva experiência das ocupações. A máfia da merenda estaria em maus lençóis.

Infelizmente, o movimento está desarticulado e cabe aos lutadores pensar em formas de retomar a mobilização. Nesse contexto, sugiu quase como uma fórmula mágica a promessa de uma CPI da Merenda. De uma hora pra outra, as entidades estudantis – UNE e UBES – passaram a jogar todas as fichas na CPI, com o apoio de uma série de organizações ligadas ao governo federal do PT. É claro que, para eles, em ano eleitoral e em meio à crise política, é bom negócio usar a assembleia como palanque para travar uma disputa que coloque Alckmin na berlinda e tire o foco da crise política em Brasília, que pode cortar as cabeças de Cunha e Dilma, e coloca a figura de Lula no centro da polêmica.

Temos que pedir, sim, a cabeça dos ladrões de merenda e não dar trégua para Alckmin. Lutamos contra o PSDB e não vão nos manipular! A juventude tem um lado e é o lado oposto ao de Alckmin e é também oposto ao governo do PT, que cortou bilhões da educação e afoga os trabalhadores em inflação e desemprego.

Devemos jogar todas as nossas fichas em uma CPI e levar a luta para os gabinetes?

É claro que não podemos desprezar por completo as vias institucionais: a justiça ou o parlamento são espaços em que também as lutas se travam. Mas a nossa força não vem daí. A força da maioria organizada, que fez milhares de estudantes entrarem em movimento e fez os governos tremerem, está nas nossas próprias escolas, está nas ruas.

É preciso fazer o trabalho fundamental, organizar e organizar: falar com cada estudante, distribuir panfletos, colar cartazes, retomar assembleias. Unir os grupos de luta, retomar os atos e ações comuns.

Essa é a democracia direta que a máfia da merenda não é capaz de combater e que os oportunistas eleitoreiros dos partidos burgueses são incapazes de manipular.

Abaixo os ladrões de merenda!
Viva a luta independente da juventude!

08.03.2016


Categorias: Secundaristas

Tags: , ,