! lutar nessa semana pela revogação! - Território Livre

lutar nessa semana pela revogação!

O novo decreto de Alckmin não é a revogação da reorganização. É apenas a revogação do decreto anterior, que tratava apenas da transferência de pessoal (funcionários) que servia para viabilizar o projeto da reorganização. A reorganização, em si, está de pé. O que Alckmin fez foi apenas atrasar a sua aplicação prática, ou seja, suspendeu, adiou a sua implantação.

É claro que essa suspensão é fruto da luta secundarista. É claro que isso mostra a força dos secundaristas. E isso é muito, muito importante. Uma nova geração começa a surgir. Mas não foi a suspensão o que o movimento pediu, não foi por ela que lutamos, ocupamos e tomamos as ruas. É preciso deixar isso claro. Portanto, a suspensão não basta; é pouco. Se a aceitarmos, estaremos fazendo uma trégua, mas não estaremos vencendo. Se fizermos uma trégua, temos de estar conscientes disso, e não encobrí-la com palavras de vitória. Só um balanço realista da situação permite a continuidade da luta.

Essa situação de suspensão permite ao Alckmin implementar a reorganização aos poucos, fatiada, parte por parte, numa série de anos, supondo que ninguém perceberá. Alckmin precisa fazer isso, porque na verdade sua necessidade é a de cortar gastos. Ele não está preocupado com pedagogia, mas apenas em gastar menos dinheiro com educação.

Já vimos em outros anos, em outras grandes e importantes lutas, os golpes que os governantes deram para enganar os lutadores. Em 2007, numa forte onda de ocupações de universidades e de algumas escolas, José Serra suspendeu seus decretos para, após o fim do movimento, aplicá-los aos poucos, fatiados. Em 2013, após a queda dos 20 centavos, Haddad disse que teria de tirar esse valor de outras áreas, como saúde e educação, já que não podia tirar do transporte. E foi o que fez. Agora Alckmin fará a mesma coisa: pretende passar a proposta, mas por outros meios, enrolando os estudantes. É assim que os governantes agem. Não devemos confiar neles.

O movimento conseguirá impor essa derrota total a Alckmin e revogar completamente a “reorganização”? Esperamos que sim. E nesta semana o TL dará todas as suas energias novamente, em conjunto com muitos estudantes, para radicalizar nas ruas em nome da REVOGAÇÃO da reorganização.

Entretanto, é preciso reconhecer que a correlação de forças para a luta pode ter ficado desfavorável, devido à inexistência de uma articulação geral, mais ampla, dos estudantes e devido à relativa demora na realização de ações radicais.

Na ausência de um Comando de verdade, geral, das escolas, as que hoje são controladas por entidades burocráticas ou que mal conhecem a ala mais radical do movimento tendem a se desarticular, uma vez que certos grupos políticos já estão cantando vitória e dando base, assim, a desocupações. A pressão contra as ocupações, por isso, crescerá. É compreensível — embora errado — que haja algumas desocupações nesta semana, pois a desarticulação permite certa desinformação sobre a posição de Alckmin. Alguns estudantes podem achar que o movimento já é vitorioso. E as desocupações podem estrangular a ala mais radical do movimento, dificultando ainda mais a situação daqueles que compreenderam que é necessário seguir lutando.

Apesar desse cenário possivelmente mais difícil, reafirmamos: o TL estará nas ruas e nas ocupações, junto com todos os lutadores, para dizer em alto e bom som: Alckmin, você não nos enganará! Queremos a revogação total da reorganização!

RESISTIR, OCUPAR!
OCUPAR PARA CRIAR UM MUNDO NOVO!