! [panfleto] organizar, articular: resistir! - Território Livre

[panfleto] organizar, articular: resistir!

1. Não à repressão!

Na semana passada, os estudantes sofreram um ataque brutal: a reintegração ilegal das ocupações e a detenção de estudantes! A política dos governantes para a luta legítima da juventude é e sempre foi essa: repressão. Mas só é assim porque eles nos temem, temem nossa força! Quanto mais organizados, quanto mais articulados, mais força criamos e mais eles são obrigados a recuar. Se sofremos esse ataque hoje é por não termos conseguido criar essa força material para resistir e obrigá-los a recuar.

Foi assim na luta dos estudantes em 2015: o movimento cresceu e conseguiu pôr medo no governador, embora poderia ter criado mais força pela articulação entre as escolas e garantido um verdadeiro xeque-mate.

A repressão a partir de agora vai só aumentar, porque os governantes precisam que a população fique calada diante dos ataques que eles vão desferir contra nós para salvar as grandes empresas na crise. Mas não nos confundamos: essa é a política de Alckmin, de Temer, assim como de Dilma. Se tem alguma coisa que lhes é comum é essa – a de atacar os direitos da população e tentar calá-la a força em detrimento dos interesses das grandes empresas. Não podemos temê-los, pois assim estaríamos subestimando nossa própria força. A voz da maioria é muito mais forte do que os capachos do Estado.

2. Mobilizar para avançar!

Só é possível obter verdadeiras vitórias com a mobilização massiva dos estudantes. Não adianta rotular os estudantes entre os “de luta” e os “alienados”, todos vivem os mesmos problemas na escola. Erguer a força necessária para contra-atacar é se manter articulado e organizar a base dos estudantes. O movimento teve de aprender: não adianta nos contentarmos com os poucos que já estão “conscientes”, mas mobilizar aqueles que ainda têm dúvidas ou que não enxergam na perspectiva da luta a nossa verdadeira força para barrar qualquer ataque. Temos que voltar para as bases das escolas, trabalhar para aproximar os colegas que têm dúvidas ou são contra as ocupações, debater, realizar atividades e tomar as decisões coletivamente em nossas assembleias. Voltar para as bases: mobilizar para avançar!

3. Construir o poder popular: o poder da maioria!

O momento da conjuntura nacional faz com que qualquer luta possa ser usada para um propósito diferente do que ela se propõe. O movimento dos estudantes deve manter seu caráter independente e não pode deixar que sua luta seja raptada para servir aos interesses de poucos. Nosso movimento não deve se alinhar nem com o PT nem com o PSDB, não pode se deixar levar pelo mito do “golpe”, que hoje serve para desviar o foco da verdadeira luta contra os ataques desferidos por todos os governos.

Para resistir não basta lutarmos por pequenas melhorias, nossa luta não é por migalhas. É preciso, sim, lutar para que não nos arranquem o mínimo, mas essa resistência deve servir para ampliar nossa organização. Nós somos a maioria na escola. Nas ocupações nós exercemos exatamente o poder da maioria. Por isso, as ocupações devem expressar a real democracia direta: quando os estudantes controlam a escola, erguem um verdadeiro poder paralelo. As escolas ocupadas são um embrião do Poder Popular, que é o poder da maioria! Devemos manter vivo o espírito das ocupações, nos manter articulados e erguer a força material para o contra-ataque!

FORA LADRÃO DA MERENDA!
ORGANIZAR, ARTICULAR: RESISTIR!
ERGUER O PODER DA MAIORIA!