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erguer a luta secundarista em são paulo!

As ocupações secundaristas já atingem mais de 70 escolas pelo país, concentradas sobretudo no Paraná. A pauta, contra a reforma educacional de Temer, pode unificar toda a juventude secundarista que se levantou no último ano em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e, agora, também no Paraná.

Em São Paulo, após os últimos processos de luta saírem derrotados (em 2015 contra a reorganização escolar e em 2016 contra o corte da merenda), a maioria dos estudantes estão desmobilizados ou desacreditados da perspectiva de reerguer o movimento secundarista. Não podemos desistir, pois os ataques não cessarão. Precisamos, entretanto, construir a luta com calma, pouco a pouco, nos organizarmos de forma ampla com todos os estudantes mobilizados e mobilizar os que ainda não entraram na luta. Para isso, é necessário realizar atividades nas bases das escolas, como debates, panfletagens, atos regionais etc. e articular as escolas.

Não podemos repetir os erros das lutas passadas: não podemos, de forma alguma, ser sectários com entidades estudantis que sabemos ser burocratizadas e oportunistas. Hoje, as principais organizações que tem força para trazer à luta um maior número de estudantes são justamente a Umes, Upes e Ubes (que, inclusive, estão atuando com força no Paraná). Aquele estudante que só tem enquanto referência política os militantes dessas entidades, confiará neles num primeiro momento e isso não o torna oportunista ou pelego. Somente no processo de luta, através da sua própria experiência, é que ficará claro quem está ou não construindo o movimento, levando-o até o fim. Cabe aos estudantes que já passaram por essa experiência estarem lado a lado da base secundarista para desmascarar os oportunistas no momento certo.

É necessário a mais ampla unidade entre todos os setores estudantis. Sem isso, dificilmente a luta se erguerá em São Paulo, dado que o governo vai tentar impedir com todas as forças que o movimento se fortaleça sobretudo na capital. A primeira escola ocupada na cidade foi reintegrada sem mandado judicial em menos de 24h. A unidade se impõe frente às divergências internas entre os grupos ou setores estudantis. Não entender isso é nos enfraquecer frente à repressão, frente ao Estado e condenar a luta desde o seu início.

Na última assembleia secundarista, defendemos que os estudantes ali presentes convocassem uma reunião convidando todas as entidades estudantis (Umes, Upes, Ubes e grêmios) a construírem ações unitárias. Devemos criar uma frente de luta dos estudantes e convocar ações conjuntas que tenham força suficiente para botar o governo contra a parede.

Sem sectarismos: Construir a frente única dos estudantes!
Erguer a luta em SP!
REFORMA NÃO!