! erguer a escola paralela! - Território Livre

erguer a escola paralela!

Alckmin suspendeu a reorganização para ganhar tempo e desmobilizar as ocupações. Mas o governo não queria apenas ganhar tempo para vencer a batalha imediata, aplicando novamente os seus ataques a conta-gotas com menor resistência. O Estado precisava cortar pela raiz uma forma de luta que sai do seu controle.

As ocupações — as escolas funcionando como territórios livres, onde quem manda são os estudantes — não eram apenas uma ameaça ao projeto de reorganização. Com a juventude organizada, é possível lutar por muito mais do que meras reformas. O avanço organizativo das ocupações e a articulação entre as escolas eram um forma de enterrar as velhas formas de fazer política com as quais os governantes já estão acostumados a exercer o seu domínio. Diante da grave crise política nacional, a juventude e os trabalhadores precisam construir sua organização independente.

Agora, poucas escolas têm conseguido se manter mobilizadas para resistir ao fechamento das salas e denunciar a máfia das merendas. Algumas articulam a criação de grêmios para manter ativa a organização conquistada no processo de ocupação, mas também para isto encontram bloqueios. O governo criou mecanismos para “estimular” a formação de grêmios, que na verdade são formas de manter controladas as iniciativas dos estudantes ou mesmo impedir que elas sejam viabilizadas.

A organização de grêmios independentes nesse momento é de fundamental importância para que se amplie a organização surgida nas ocupações. Essas entidades podem ser úteis, desde que contrariem a lógica morta das escolas, sem burocracia, dando espaço para a livre atuação dos estudantes.

É preciso construir uma verdadeira Escola Paralela, manter vivo o espírito das ocupações, seu dinamismo, com atividades que sejam mais interessantes que o próprio conteúdo da escola, que sufoquem a rotina com a qual querem nos sufocar.

É preciso manter os espaços abertos de discussão e ação, fazer das assembleias nas escolas uma pedra no sapato das diretorias e dos governos.

Quem ocupou as escolas em 2015 já aprendeu o caminho e pode ocupar de novo. É necessário mobilizar as escolas e lutar até o fim!

07.03.2016


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