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chamar os estudantes de cada escola para a luta

Já são mais de 1.000 escolas ocupadas pelo Brasil, a maioria no Paraná, contra a reforma do ensino médio. Em São Paulo, cidade que detonou o movimento de ocupações em 2015, foram três tentativas de ocupação nesta luta. A primeira escola foi reintegrada em menos de 24h. Duas diretorias de ensino foram reprimidas em poucas horas. Diversos estudantes têm denunciado a repressão das diretorias e da polícia, uma perseguição sem disfarce.

Alckmin age cada vez mais contra qualquer legalidade. Não quer que a luta secundarista se expanda novamente em SP. Em 2015, sua popularidade caiu em meio às ocupações de escola. Não quer queimar sua popularidade de novo para as eleições de 2018. Nessa conjuntura a juventude tem tido dificuldade de agir com a radicalidade das lutas anteriores.

Não há como negar: uma geração de luta se formou em SP! Os últimos enfrentamentos dos secundaristas contra o Estado e as diretorias defendiam o mínimo. Serviram de exemplo para jovens de outros estados. Porém, parte da juventude assistiu à luta de fora, mesmo aprendendo que a escola não precisa ser como é.

Se o movimento encontra dificuldades para se massificar novamente aqui, é hora de falar com esse amplo setor de estudantes, fazer o tão falado trabalho de base. Mas o que é isso? Como fazer? Quem estuda sabe que a escola é repressora no seu dia a dia. Ficar 4h preso numa sala com grades, vestindo uniformes e com o risco da diretoria chamar a ronda diante de qualquer possibilidade de tumulto não é normal. Não podemos deixá-los abaixar a cabeça para tudo isso.

Lutas precisam ser feitas dentro das escolas e a voz dos estudantes deve soar alta nos corredores. Dá pra realizar debates, passar filmes, juntar uma sala e sentar na frente da sala da diretora se ela não permitir. Dar voz à revolta com um jornal feito pelos próprios estudantes.

É preciso articular o corpo estudantil: os estudantes são a maioria na escola e podem tomá-la! Isso pode se expandir para escolas de uma região que enfrentam o mesmo problema, criando um elo de luta dentro do próprio bairro. Assim, preparamos as lutas futuras, mostramos na prática que abaixar a cabeça e aguentar calado não é opção.