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aos companheiros do comando das escolas ocupadas

Companheiros,

Como já comentamos em alguns textos, achamos a iniciativa de vocês, de criar esse “Comando das Escolas Ocupadas”, muito importante. Entretanto, é forçoso reconhecer que ele carece de legitimidade total no movimento das escolas de luta.

Isso porque a forma como se constituiu esse “Comando” não foi a ideal. Primeiro, porque foi fechado em seu início. Segundo (mas menos importante), porque a representação é frágil (2 representantes por escola não reflete o movimento real, as mobilizações nas bases). Esses dois elementos impediram a participação e o envolvimento dos estudantes com o “Comando”.

Hoje, quarta, 25/11, ocorreu mais uma reunião do “Comando das Escolas Ocupadas”, com representantes de 29 escolas. Isso é importante, mas meio legítimo. Vejam: ontem ocorreu uma assembleia da UMES, UPES, UBES etc., com representantes de 48 escolas ocupadas (segundo dados deles). Essa assembleia é também meio legítima, mas pode até falar que é mais legítima que vocês.

O fato é: existem dois “comandos”, o de vocês e o da UMES (dado que o “Comando” é também uma forma de assembleia, portanto, os dois são em essência a mesma coisa). O movimento está dividido.

Quem ganha com a divisão? Alckmin.

Assim, companheiros, recomendamos a vocês lutar pela unificação do movimento. A unidade do movimento é condição para a vitória e para ações legítimas. Os companheiros deveriam ajudar a chamar um ENCONTRO DE TODAS AS ESCOLAS para aumentar o número de escolas representadas. Os estudantes de escolas ocupadas que sejam membros da UMES, UPES etc., devem ser convocados, para esse encontro celebrar a unidade do movimento. Essas entidades devem ser intimadas a convocar esse grande encontro.

Nesse encontro a tarefa primordial é criar um Comando de verdade, legítimo, pela base, com representantes revogáveis a qualquer momento e, de preferência, eleitos de uma forma que reflita a mobilização real das escolas.

Os companheiros podem argumentar que assim estamos abrindo espaço para os burocratas da UMES, UPES etc. Eles existem, sabemos, mas a única forma de combatê-los é abrindo ao máximo o movimento para as bases, desmascarando-os diante das bases. Ou seja: fazer a base passar pela experiência com esses burocratas. Os estudantes de base saberão rechaçar os representantes conciliadores na hora certa. É preciso confiar na base e apenas na base dos estudantes, pois é ela que faz o movimento de verdade.

UNIFICAR É CONDIÇÃO PARA VENCER!
CRIAR UM COMANDO DE VERDADE PARA RADICALIZAR!