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entidades estudantis tentam negociar acordo pelas costas do movimento

A UMES, a UPES e a UBES tentaram negociar um acordo com o governo para acabar com as ocupações de escolas, e agora querem aprovar esse acordo numa assembleia da UMES nesta terça, às 18h em sua sede.

O possível acordo foi discutido nesta segunda-feira, 23, em audiência pública no Tribunal de Justiça, e prevê*:

1. o não fechamento de escolas este ano;
2. a rediscussão e implementação da reorganização somente em 2016 (numa suspensão de cerca de um ano);
3. a participação dos estudantes formados em 2015 na discussão;
4. a não punição aos lutadores.

Na prática esse acordo permite ao governo quebrar o movimento agora e implementar a reorganização no próximo ano. O correto é defender o fim da reorganização já, quando o movimento é forte, e ponto final.

Esse acordo da UMES não foi realmente discutido nas bases, nas escolas, nas assembleias, mas apenas em pequenos círculos de estudantes, portanto, não tem respaldo no amplo movimento real.

Essas entidades estudantis só puderam tomar a frente do movimento na negociação porque ainda não foi constituído um Comando de verdade das escolas de luta. A direção do movimento foi deixada vaga e esse espaço foi ocupado pelas entidades tradicionais, que tentam sempre conciliar e apagar o fogo da juventude.

As tarefas centrais do movimento são repudiar esse acordo, manter as ocupações e criar, urgentemente, um Comando legítimo, pautado nas bases, para realizar ações radicais de pressão sobre o governador e vencer este ano.

ABAIXO O ACORDÃO!
MANTER OCUPAÇÃO!
RADICALIZAR PARA VENCER!