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pm acaba arbitrariamente com o sétimo ato

RELATO DA MANIFESTAÇAO

O ato, com cerca de 4 mil pessoas, muito bonito na concentração, saiu para a Av. Consolação pouco antes das 19h.

Tudo indicava que, pela quantidade de grupos políticos e culturais, seria o ato mais unitário e forte até então. O ato prometia.

Entretanto, em pouco menos de 30 minutos de ato, descendo a consolação, o cordão da PM do lado direito do ato começou a tencionar cada vez mais com os manifestantes.

Não é hora de procurar culpados entre os manifestantes, até porque eles não existem. A culpa é da PM, que insiste em fechar as manifestações com cordões de policiais (muitos deles visivelmente alterados, prontos apenas para bater).

É verdade que se houvesse um cordão de resistência dos lutadores separando o ato do cordão policial — como tivemos nos 4 atos anteriores — a chance do conflito teria sido muito menor. Os manifestantes têm de ter sua própria auto-organização para não caírem em provocações e para impedirem provocadores infiltrados. Mas isso foi uma falha de todos nós.

O fato é que a PM usou o momento de tensão para descer o cacete e dividir o ato em dois (com tática de divisão semelhante à usada no segundo ato).

A parte de baixo de ato, com cerca de metade do ato, tentou continuar. Queriam descer a Av. Consolação, pegar a Rua Maria Antônia e seguir até o Pacaembu para encontrar a outra parte (que até onde se sabia iria para o Estádio). Mas essa parte foi encurralada pelo Choque, que subia a consolação em diversos carros. Os manifestantes, encurralados, foram para a Rua Augusta. Lá alguns se dispersaram e outros seguiram pelas paralelas até a Av. Paulista. Cerca de 20 foram presos entre a Frei Caneca e a Augusta, encaminhados à 78 DP (pelo que sabemos já estão soltos).

A parte de cima do ato, com a outra metade dos manifestantes, conseguiu ir sentido Av. Dr. Arnaldo e chegar até o Estádio do Pacaembu. Ali alguns grupos políticos logo dispersaram e outros seguiram em marcha até as proximidades do Metrô Marechal (só dispersando depois de um belo catracaço).

A verdade é uma só: novamente a PM, com sua atitude truculenta e irracional, cerceia o direito de livre manifestação. Estão atendendo ordens expressas para acabar com os atos. Os governantes e a burguesia estão morrendo de medo de que agora, quando se aproxima a Copa, grandes manifestações tomem as ruas e parem o evento.

Não nos intimidaremos! Não vamos sair das ruas!
Convidamos todos os companheiros que construíram o ato conjuntamente para planejarmos um novo ato. Para cada ato cancelado pela PM, outro será marcado no lugar! Lições de junho: aumentar a pressão! Não sair das ruas!

Às ruas, barrar a Copa do Capital!
Às ruas, derrotar o governo!

15.05.2014


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