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[panfleto] a luta na encruzilhada

Panfleto do ato 16/01 em SP

A luta contra o aumento da passagem está na encruzilhada: ou radicaliza e avança, ou estagna, correndo grande risco de retroceder (e ser derrotada). Esta semana e a próxima são decisivas.

O que significa “radicalizar”? Significa que passear por São Paulo (passeata) não basta, por mais importante que seja, e que resistir na rua aos ataques da PM também não basta, por mais importante que seja. É preciso mais!

OCUPAR E RESISTIR!

Uma possível e importante forma de radicalização é — como já propusemos — a ocupação de terminais de ônibus ou metrôs, ou seja, ficar neles até que a tarifa caia. Essa é uma medida que está ao nosso alcance nos atos e não pode ser desprezada.

Vale lembrar que toda ocupação cria uma organização autônoma e direta dos lutadores, o que coloca a organização para a luta num novo patamar. Toda ocupação é um gérmen do Poder Popular!

PARAR SÃO PAULO!

O mais radical é realizar o lema “se a tarifa não baixar, a cidade vai parar”. Radicalizar de verdade é parar São Paulo (uma das maiores cidades do mundo), o que implica em perdas significativas para o capital. Aí rapidamente os fantoches Haddad e Alckmin recuariam.

Como parar São Paulo? É difícil, mas há duas formas: 1) tomando ao mesmo tempo algumas das principais vias da cidade (de preferência antes das pessoas irem trabalhar) e 2) paralisando os meios de transporte (ônibus e metrôs, o que depende dos cobradores, motoristas e metroviários).

Se é verdade que essas duas tarefas ultrapassam as nossas forças atuais, não é verdade que sejam impossíveis. Por meio da criação de uma frente ampla contra o aumento e contra as demissões de cobradores e metroviários, seria possível organizar ações fortes de paralisação (ao menos por algumas horas) das vias da cidade e dos transportes. O aumento e as demissões são os pontos mínimos que podem unir todos.

Em grande medida, caberia ao MPL o chamado pela formação dessa frente (para a qual nós, do TL, nos dispomos desde já a ajudar).

 

E SE FORMOS DERROTADOS?

Sem radicalizar (sem as ocupações ou paralisações impactantes sobre a cidade), a chance de sermos derrotados é grande. Uma derrota agora significaria a inversão da correlação de forças aberta após junho de 2013, ou seja, significaria o fim temporário da atmosfera favorável à luta.

Ainda assim, perder uma batalha não é perder a guerra. A luta contra a sociedade do capital não se iniciou em 2013, nem terminará em 2015. O desafio histórico da nossa geração é preparar uma luta muito maior para o amanhã (e sem cair no petismo ainda dominante na esquerda).

Longe do caráter conciliador da esquerda atual, que só reivindica reformas do Estado burguês, nosso desafio é construir as formas diretas e autônomas de Poder da juventude e dos trabalhadores. É para isso que o Território Livre está nas ruas, nos bairros, escolas e universidades hoje e estará amanhã.

Lute com o Território Livre!
PRÓXIMA REUNIÃO DO TL 19/01 (seg.)
19h na Pça Roosevelt facebook.com/tlivre

17.01.2015


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