! I CONGRESSO DO TERRITÓRIO LIVRE - NOTA OFICIAL - Território Livre

I CONGRESSO DO TERRITÓRIO LIVRE – NOTA OFICIAL

Acabamos de encerrar o I Congresso do Território Livre, no qual estivemos durante os últimos dois meses em intensa discussão sobre nosso programa e nossas perspectivas, e decidimos nos oficializar como a organização de juventude do Movimento Negação da Negação.

Em tempos de crise econômica fica ainda mais evidente a necessidade de lutar pelo o que é nosso. Na última semana, por exemplo, vimos a Reforma Trabalhista ser aprovada sem muita resistência das organizações de esquerda. Trabalhadores se perguntaram “contra a reforma ninguém vai para rua?”. Houve algumas tentativas, como o dia 30 de junho, 24 de maio e 18 de abril, quando as centrais sindicais (ou algumas delas) articularam paralisações nacionais contra as reformas. Infelizmente, as paralisações foram envolvendo cada vez menos trabalhadores, em muito pela desarticulação provocada pelas centrais sindicais- algumas delas preferiram negociar com o governo pequenos ajustes na proposta de lei para que o imposto sindical não deixasse de ser obrigatório e outras optaram por iniciar a campanha eleitoral de Lula. E nessa situação de cada um defendendo o seu, acabou com todo mundo perdendo – a reforma foi aprovada.
Retrocedemos mais de um século em relação aos direitos trabalhistas na mesma semana em que Lula foi condenado em primeira instância pelos crimes de corrupção passiva e aguarda julgamento de outras 5 denúncias. Lula entregou o coro do povo para os patrões, enriqueceu empreiteiras, bancos e amigos às nossas custas. E ele ainda fala que é trabalhador. Lula, o PT e toda a esquerda semi-petista, que faz coro com o discurso do golpe e da inocência de Lula, contribuíram muito para que o nível de descrédito nas organizações de esquerda chegasse onde está – no fundo do poço!

Porém a batalha está longe de estar ganha, a crise econômica e a desorientação política são sintomas de que a burguesia não está em plena forma. A fonte de dinheiro secou e os diferentes setores burgueses, representadas cada qual por um partido político, passaram a se digladiar pelas migalhas. As cenas lamentáveis do Congresso Nacional, praticamente cotidianas, demonstram que não são os nossos interesses que estão em questão. Se eles estão contra nós, quem estará por nós senão nós mesmos? A ausência de uma alternativa é o maior pecado da esquerda, de modo que hoje é urgente a tarefa de construção de uma direção revolucionária.

Nosso inimigo é muito bem organizado, tem as leis a seu favor, a justiça a seu favor e livre acesso a todas as forças repressivas do Estado. Enquanto trabalhamos por uma miséria, a burguesia esbanja da verdadeira farra do capital – banquetes, festanças e vida mole – e nós trabalhadores temos que pagar a conta uma, duas, três vezes, seja com imposto, com inflação, com ajuste fiscal ou com aposentadoria. Para pôr um fim nessa farra toda é preciso estarmos muito bem organizados, afinal já somos a maioria numérica.

Enquanto grande parte das organizações de esquerda vê a conjuntura com pessimismo, nós do Território Livre enxergamos uma oportunidade para organizar jovens trabalhadores na luta em defesa de emprego e salário, direitos mínimos para que possamos garantir nossa sobrevivência, reivindicando a tradição marxista-leninista-trotsquista, nos aliamos a luta pela superação da crise de direção revolucionária. Entendemos a urgência de se voltar à classe trabalhadora, com um programa claro e determinado – aquele presente no Capital de Marx e no Programa de Transição de Trotsky.

Viva a luta dos trabalhadores!
Construir a direção revolucionária!

18.07.2017


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