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unidade da esquerda ao pt para intervir na atual conjuntura

Camaradas lutadores das diversas tendências socialistas e anarquistas:

Os atos do dia 15 superaram os do dia 13 em número e em potencial. De fato, a maioria dos presentes no dia 13 em SP era de gente comprada ou financiada diretamente pelo enorme aparato burocrático e sindical do governo. No dia 15, em SP, havia uma parcela significativa de trabalhadores, que legitimamente protestava contra a corrupção liderada pelo PT. Havia também, é claro, um grande setor da “elite paulistana” e uma pequena minoria de doentes pedindo a intervenção militar.

A conjuntura aponta para o aumento das contradições, portanto para o aumento da participação das pessoas em atos como o do dia 15, possivelmente envolvendo um número cada vez maior de trabalhadores e jovens.

Nessa situação, pensamos, os lutadores não podem se ausentar e deixar os trabalhadores e jovens nas mãos da extrema direita. Isso facilita o crescimento da extrema direita. Se ela não é um problema grande hoje, poderá facilmente se tornar amanhã.

A esquerda revolucionária tem o dever de intervir num ato como o do dia 15. Ela não precisa estar de acordo na questão do impeachment (aliás, nem os organizadores do dia 15 estão), mas tem a obrigação de disputar os trabalhadores e jovens ali presentes com as pautas tradicionais da esquerda, como emprego, salário, educação, saúde, moradia, em síntese: a criação do Poder Popular.

Estamos dispostos a discutir e aprofundar essas questões com todos os camaradas, visando criar uma frente de oposição de esquerda ao governo para intervir nos atos. É possível que não consigamos intervir já, diretamente, mas esse tem de ser o horizonte da frente, em nossa visão.

17.03.2015


Categorias: Editorial, Fora Dilma!

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