! o filhote de alckmin e a farsa das eleições burguesas - Território Livre

o filhote de alckmin e a farsa das eleições burguesas

A campanha de Dória (PSDB), o candidato tão artificial que até o adjetivo mais adequado a ele não pode ser algo do registro corrente — o almofadinha —, ilustra bem o real caráter do atual processo de eleição. A burguesia controla todo o processo de tal forma que ele nunca escape das suas mãos: os candidatos que representam os diferentes setores burgueses contam com mais tempo de TV, mais tempo de rádio, mais entrevistas nos principais veículos da imprensa, mais recursos para fazer suas campanhas. Como se não bastasse, ainda usam de mil artimanhas para dar aquele gás na sua campanha. No momento de suposta afirmação da democracia, fica escancarado o caráter antidemocrático do processo eleitoral.

Por meio do domínio do aparato do Estado, os aliados se ajudam, transferindo verbas para fortalecer suas campanhas. Dessa forma, o governador Geraldo Alckmin transferiu R$ 1,5 mi (http://bit.ly/1MkF6pM) para os cofres de Dória, ao pagar publicidade estatal em revistas da editora de que Dória é proprietário, inclusa a revista “Caviar Lifestyle”, que, imaginamos, sequer os almofadinhas como Dória leem. Claro, essa prática não é nova, a internet está cheia de blogs de qualidade duvidosa pagos com dinheiro de anúncio do governo federal que no momento se concentram em fazer campanha para os candidatos petistas e atacar seus adversários. E é desnecessário usar mais que uma frase para lembrar do uso fisiológico que PMDB e outros partidos do centrão corrupto fazem dos postos que ocupam no estado.

A esquerda caiu no próprio conto da reforma política. Defendeu essa palavra de ordem limitada quando a correlação de forças era muito desfavorável e o tiro saiu pela culatra. A cláusula de barreira serviu apenas para diminuir ainda mais o espaço que a esquerda tinha para apresentar seu programa. Tem responsabilidade sobre isso inclusive a bancada parlamentar do PSOL, que teve uma atuação eminentemente cretina quando a cláusula foi apresentada no congresso. Colocaram seu interesse parlamentar à frente do interesse mais geral da organização dos trabalhadores e acabaram prejudicando ambos.

Após apresentarem o fim do financiamento privado de campanha como a grande panaceia eleitoral, recebem golpe após golpe da realidade. Os candidatos burgueses usam de mutretas como caixa 2, fraudes, lavagem de dinheiro. No caso Dória, por exemplo, baste que ele pegue a verba paga por Alckmin nas suas revistas esdrúxulas e invista com seu próprio nome em sua campanha. Seria muita ingenuidade acreditar que o resultado poderia de alguma maneira ser diferente.

Enquanto isso, as candidaturas da classe trabalhadora seguem enfrentando mil dificuldades. Numa conjuntura que foi marcada pela indignação da população contra a crise que ataca suas condições de vida e culminou na queda do governo Dilma, o intuito da burguesia é varrer para debaixo do tapete qualquer vestígio de revolta popular. Nós, assim como os trabalhadores, sabemos que não está tudo bem, que os problemas da cidade não são problemas de mera gestão. Por isso, colocamos nossas energias para dialogar com esse sentimento de revolta, e apontando para necessidade de sua organização. Chamamos voto nos candidatos do PSTU, o único partido de esquerda que se colocou a favor da revolta, contra o governo do PT, e nulo onde os companheiros não apresentam candidatos.

Se a burguesia coloca mil entraves para dificultar a vida dos revolucionários, o primeiro passo para superar é saber dialogar com a revolta do povo trabalhador e explorado. Quem pulou no barco do petismo quando a onda da revolta se virou contra ele, agora que aguente o naufrágio.

A juventude e os trabalhadores só têm compromisso com o futuro. Adiante, construir a via dos revolucionários! Contra as mutretas de PT, PSDB, PMDB e todo esse lixo, vote em protesto!