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haddad é rejeitado nas periferias

O prefeito Fernando Haddad (PT) está com índices de rejeição de 40% entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos e tem intenção de voto de apenas 7% nessa faixa do eleitorado. No extremo leste, ele vai ainda pior, com apenas 5% das intenções de voto, enquanto se sai melhor em regiões como o centro e a zona oeste, com 18% dos votos – Haddad, inclusive, é visto como o segundo candidato que mais defenderá os ricos, atrás apenas do almofadinha João Dória (PSDB).

As periferias de São Paulo eram regiões onde tradicionalmente o PT ganhava boa quantidade de votos, mas agora é rechaçado: uma tendência parecida pode se observar na região do ABC, onde a rejeição ao PT só aumenta. Nas eleições de 2014, tanto nas periferias paulistanas quanto no ABC, Aécio saiu vitorioso: isso não foi expressão de que essas pessoas são “coxinhas”, como a vulgar sociologia petista gosta de defini-las, mas de que estavam desde então insatisfeitas com o PT e votaram conscientemente em seu principal adversário, fenômeno que nessas eleições se repete com ainda mais força. Os defensores mais ardorosos de Haddad parecem se reduzir, antes de mais nada, à pequena-burguesia ciclista das bicicletas do Itaú, entusiasta de atividades “culturais” bancadas pela prefeitura, que olha o eleitorado que rejeita resolutamente o PT como uma espécie de massa amorfa, manipulada por alguma entidade maligna, incapaz de tomar uma decisão política consciente e consequente. A mesma sociologia de botequim é hoje regurgitada por aspirantes à cátedra de Ciência Política na USP (na qual o professor é titular), apenas para pregar para seus iguais, já que dificilmente ela convencerá a massa da população que hoje rejeita o PT e Haddad com convicção.

28.09.2016


Categorias: Eleições

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