! é hora da luta unitária contra os ataques - Território Livre

é hora da luta unitária contra os ataques

Só a ação unitária da classe trabalhadora pode barrar definitivamente as reformas de Temer.

Os ataques contra o trabalhador previstos na reforma da previdência são duros. Mas o aumento do tempo de contribuição, o aumento da idade mínima para a aposentadoria, a necessidade de trabalhar 49 para o valor integral, não fazem parte de um pacote isolado.

Junto à reforma da previdência, o governo Temer avança a reforma trabalhista, que, fazendo o negociado fazer valer sobre o legislado, procura retirar a estabilidade do emprego, precarizar as condições de trabalho e abrir a porta para que os patrões consigam negociar rebaixamento do salário. O congresso ainda pretende votar a lei da terceirização, que aumenta a pressão sobre a classe trabalhadora.

Esse pacote, que Temer e Meirelles buscam seguir à risca, que é defendido pelos jornais burgueses, que é elogiado pelos grupos de direita, que é veladamente defendido por Lula, pelo PT, PMDB, PSDB etc., na verdade, são as condições necessárias ao capital para colocar num novo patamar a exploração da força de trabalho no Brasil.

O dia de hoje guarda essa importância: ele é fundamental para começar a colocar a classe em movimento. Mais do que nunca, é preciso unidade na defesa das condições de vida dos trabalhadores. É preciso atuar em frente única contra as reformas. É o momento de unir todos os sindicatos, todas as centrais sindicais em torno da luta. Não é o momento de deixar ninguém de fora, de não querer se misturar. Devemos fazer unidade com todos que quiserem lutar, com cada sindicato e cada central que organize trabalhadores. Se há aqueles que não querem lutar de verdade, a própria luta se encarregará de os desmascarar na prática.

Diante da gravidade dos ataques, é preciso organizar seriamente nossa defesa. Atos de rua são importantes, mas é preciso saber usar a força que só os trabalhadores, agindo organizadamente, têm. Os sindicatos e as centrais são fundamentais para fazer a luta avançar das ruas para os locais de trabalho. É preciso atacar a exploração onde ela acontece. Ao parar os locais de trabalho atacamos o capital diretamente onde ele nos explora. Ao pararmos a produção, atacamos o capital de onde ele retira seu alimento.

Embora os atos de rua não possuam esse elemento, não podemos desprezar sua capacidade de servir de catalisador para o movimento dos operários. Desde 2013, às explosivas manifestações de rua seguem-se mobilizações importantes da classe, que pressiona suas burocracias. Foi assim em 2013 na luta contra o aumento da passagem, em 2015 e em 2016, nos grandes atos de rua contra o governo Dilma e agora não pode ser diferente. As manifestações de rua podem atiçar a mobilização da classe.

O papel da esquerda é construir a unidade contra os ataques com todos aqueles dispostos a lutar, e nesse sentido, as bases que vão às ruas ao dia 26, ao contrário das direções de direita MBL e VPR, são contra os ataques de Temer. As bases são contra a reforma da previdência e querem derrubar os corruptos. Esse sentimento é legítimo! É preciso saber dialogar com ele e atuar para unir os setores que paralisaram no dia 15 aos que vão no dia 26. Isso dará um grande impulso à mobilização da classe trabalhadora.

Sob pena de não conseguir levantar a classe em luta, a esquerda deve ir ao dia 26, e atuar para unir os dois setores na luta contra os ataques! A situação exige unidade de todos que desejam lutar! E só a luta pode desmascarar as direções traidoras e pelegas, de direita e de esquerda, diante de suas bases!

NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA!
ABAIXO A REFORMA TRABALHISTA!
FRENTE ÚNICA DOS TRABALHADORES CONTRA OS ATAQUES!