! contra as aparências do palanque eleitoral e da cultura vendida - Território Livre

contra as aparências do palanque eleitoral e da cultura vendida

ORGANIZAR A JUVENTUDE EM REVOLTA!

Neste sábado, aconteceu na praça Roosevelt um “festival” cultural, aparentemente independente, chamado Resiste SP. O anúncio deste festival tentou resgatar do fundo do poço a campanha de Fernando Haddad, atual prefeito da cidade de São Paulo, contra um suposto avanço de setores de uma direita que podem retirar as “conquistas” da gestão petista, agregando em torno de si coletivos artísticos e culturais.

Sabemos que isso é uma falácia! É uma afronta aos movimentos que permanecem resistindo, inclusive aos ataques da gestão de Haddad. Quais as conquistas que Fernando Haddad e sua prefeitura alcançaram em seus anos de governo? Respondemos: o aumento constante da miséria e da repressão! O PT se apropria formalmente das palavras de ordem dos movimentos, usando-as para enganar, esconder o caráter repressor das políticas que emprega e se confundir com os movimentos para ganhar votos e se manter no poder.

Colocando no seu bolso praticamente todos os maiores coletivos culturais atuantes na cidade de São Paulo, que um dia já tiveram a pretensão de ocupar as ruas de maneira independente, a gestão petista policiou – com o papel crescente de atuação da GCM – todas as praças e locais abertos do centro e periferias de São Paulo. Inviabilizou qualquer proposta de produção cultural independente nas ruas da cidade, por meio da repressão e da institucionalização da cultura.

Nos dão migalhas de cima de um palanque e mostram as belezas de uma cidade enjaulada:
– Viva a virada cultural!
enquanto esmagam nossa voz o resto do ano!

Os coletivos artísticos e culturais que se apoiam nos governos, que se assumem definitivamente enquanto dependentes do Estado, disputando migalhas, acabam auto condenando o próprio conteúdo de sua produção. A arte não aceita tutela do Estado. Cada dia mais esses coletivos, se adaptando à lógica do Estado, vão abandonando seu caráter “marginal” e, consequentemente, também seu conteúdo combativo e político.

O Coro de Carcarás se coloca completamente contra o palanque eleitoral de Haddad e seus comparsas! A verdadeira cultura é produzida a partir da independência desses governos falidos e seus projetos vendidos! É colocada pela juventude e pelos trabalhadores em revolta, nas ruas, nas praças e por todas as quebradas! Não deixaremos que calem a nossa voz!

VIVA A ORGANIZAÇÃO INDEPENDENTE DA JUVENTUDE!

CONTRA A CIDADE VENDIDA E A CULTURA COMPRADA!

CONTRA OS GOVERNOS E OS PALANQUES ELEITORAIS!

02.10.2016


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